A ‘‘garota material’’ mudou. Agora, para Madonna, 44, a espiritualidade, a família e os questionamentos sobre a vida são as coisas que realmente importam.
  ‘‘Madonna on Stage & on the Record’’, que a MTV brasileira exibe hoje, às 22 horas, de certa forma, é uma retrospectiva dos 20 anos da cantora no pop. Gravado para divulgar o CD ‘‘American Life’’, o programa mostra Madonna cantando em estúdio nova-iorquino da MTV para cerca de 75 pessoas, número quase irrisório perto dos milhões que lotam estádios para vê-la. ‘‘Faz uns 20 anos que não toco para uma platéia assim’’, diz.
  O reencontro com o passado vem também do conteúdo das letras do novo trabalho - do qual ela interpreta as músicas ‘‘American Life’’, ‘‘X-Static Process’’, ‘‘Hollywood’’ e ‘‘Nothing Fails’’- e da canção que encerra o minishow, ‘‘Like a Prayer’’ (1989).
  No programa, ela diz que a primeira versão do clipe de ‘‘American Life’’ -polêmico devido às cenas que criticam a guerra no Iraque - foi seu ‘‘último esforço para inflamar as pessoas e protestar’’ e que o vetou mais tarde porque ele fora concebido antes do início da ofensiva e não queria ‘‘jogar sal nas feridas do público’’.
  Ao mesmo tempo, diz que escrever a letra ‘‘foi como uma viagem ao passado’’. ‘‘Lutei por tantas coisas, tentei tanto ser a número um, a melhor. Depois, percebi que as coisas que duram e importam não são nada dessas coisas.’’
A Madonna versão 2003 dá suas caras quando ela responde às perguntas da platéia. ‘‘Qual seu livro favorito?’’, interrogam. ’’ ‘‘O Alquimista’ (de Paulo Coelho)’’, diz.

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