Aos 20 anos, a desenhista londrinense Nádia Nóbrega está iniciando a experiência de trabalhar nas ruas. Autodidata, ela pinta retratos, charges e caricaturas desde os 12 anos de idade. A arte não dá para o sustento de Nádia, que por enquanto conta com a ajuda da mãe, que mora em Londres. Mas ela acredita que seus desenhos ainda serão o seu ganha-pão.
A desenhista começou a expor seus trabalhos aos 15 anos, em feiras e shoppings da cidade e do litoral paranaense. A opção de fazer arte nas ruas veio há pouco tempo, como forma de divulgar seu trabalho. ''Eu gosto de arte, nasci com esse dom e pretendo seguir essa carreira. Passo uma semana em cada lugar. Mas prefiro expor em eventos'', diz''.
Ainda pouco à vontade com o ambiente da Praça da Bandeira, ela está se acostumando com a vida de artista de rua. ''As pessoas são curiosas. Às vezes nem apreciam o meu desenho. Têm mais curiosidade de me ver desenhando do que de ver o retrato feito por mim'', observa.
A desvantagem que Nádia vê no exercício nas ruas são as pessoas que não dão valor ao trabalho. ''E também aqueles que nos confundem com hippies. Eu sou uma retratista''. A vantagem, ao mesmo tempo, é a possibilidade de encontrar gente que também valoriza o que ela faz.
Usando grafite, giz pastel oleoso e borracha, a garota leva de 20 minutos a uma hora para pintar um retrato. Ela cobra R$ 10,00 por uma pintura ao vivo e R$ 20,00 por um retrato copiado de foto (é mais detalhado, explica). E a inspiração? ''Tem épocas que fico meses sem desenhar. Mas se precisar pintar, em quatro horas dá para fazer uns 10 retratos''.

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