O recente documentário da Netflix é uma retrospectiva de três fases da prolífica carreira do austríaco, onde uma voraz ambição o impulsionou de sua cidade de origem, Thal, para as colinas de Hollywood. Alcançar o sucesso em um campo profissional é tarefa árdua; em dois, é uma conquista louvável; obter o mesmo sucesso em três atividades diferentes ao longo de uma vida então é algo que está ao alcance de poucos. Arnold Schwarzenegger é um desses.

O streaming foca em um de seus protagonistas mais recentes para rever uma carreira tão surreal quanto inspiradora: Arnold Schwarzenegger já havia estreado a sua primeira minisserie para a Netflix, “FUBAR” (sigla militar aparentemente originária da Segunda Guerra Mundial e que se refere a qualquer situação ou pessoa que deu errado, sem qualquer possibilidade de recuperação; algo assim como “danou-se”), na qual o astro de ação tentou recuperar velhos hábitos, embora se adaptando aos seus atuais 75 anos, 76 mês que vem. Aproveitando a estreia da série em seu catálogo, Netflix lançou este “Arnold”, documentário que faz um apanhado mais ou menos detalhado da prolífica carreira deste campeão de fisiculturismo, estrela do cinema de ação e cereja do

Bolo – dele – político de sucesso. Tudo isso com um narrador singular (ou plural): o próprio Schwarzenegger.

A série aproveita a clara evolução de Arnold Schwarzenegger desde seus primórdios, como um jovem que sonhava da Áustria do pós-guerra para os Estados Unidos até sua consagração na Califórnia, para dividir essa história em três partes bem práticas.

A primeiro se concentrará no mundo do fisiculturismo, onde Arnold Schwarzenegger deixou de ser um completo estranho para se tornar o jovem promissor que conseguiu escapar de sua terra natal em busca de um sonho. O segundo episódio se concentra na carreira de ator de Arnold Schwarzenegger, quando ele aterrorizou o mundo com sua perfeita máquina de matar em “O Exterminador do Futuro” e fascinou o publico com a fantasia de “Conan, o Bárbaro”. Por fim, seu estágio político desde que concorreu pela primeira vez a governador da Califórnia, o cargo mais alto que poderia aspirar nos Estados Unidos, já que não nasceu no país.

Netflix optou pelos destaques da carreira do personagem. Há apenas alusão a uma ou outra polêmica entre as várias, ou momentos de derrota que o apanharam ao longo dos anos. Mas a minissérie evita aprofundar estas questões. Por exemplo, sua rixa com Sylvester Stallone é mencionada por alto, embora tenha durado cerca de duas décadas. A rivalidade lendária em Hollywood poderia render até um episódio à parte. Da mesma forma, existem outras questões espinhosas em sua carreira como ator e político que são abordadas de passagem. Dá para entender que Arnold não quis se aprofundar nessas controvérsias, mas elas são necessárias para entender o quadro por completo e concluir que Schwarzenegger é um ser fascinante em vários aspectos. Mas também alguem que teve tropeços, como todo mundo.

O documentário, dirigido por Lesley Chilcott, procura destacar o lado positivo da ambição e evita aprofundar os problemas em varios momentos de sua vida e carreira (s). Sem tirar nada do mérito daquilo que o austríaco conquistou ao longo da vida, a série quase sugere que os problemas mais graves de sua existencia foram provocados

mockup