Retomada de vôos depende da economia
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terça-feira, 10 de maio de 2005
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
Enquanto cresce o número de vôos regionais, Londrina perdeu uma das mais antigas empresas aéreas a operar na cidade. Para o presidente da Embratur, Eduardo Sanovicz, que participou ontem de um café da manhã na sede da Companhia de Desdenvolvimento de Londrina (Codel), a ampliação do número de vôos, dependerá do aquecimento de ações comerciais. ''Não basta a mobilização da sociedade'', afirmou.
Participaram do evento, o presidente da Frente Parlamentar do Turismo, deputado federal Alex Canziani (PTB), o presidente da Codel, Cláudio Tedeschi, e o diretor de Turismo da companhia, Luiz Carlos Adati.
Sanovicz esteve na cidade para uma palestra na Unopar. Sem um anúncio na área do turismo para a região, em entrevista coletiva Sanovicz fez comentários genéricos sobre a política do governo federal, dizendo que o Paraná deve implementar ações que busquem atrair o turismo exterior..
''A Embratur tem trabalhado nesse sentido de uma maneira forte na captação de eventos internacionais para o Brasil. Londrina é vista como uma cidade que avança na área de eventos'', afirmou.
Sanovicz lamentou que a Varig tenha deixado de operar no aeroporto londrinense ao mesmo tempo em que o número de vôos regionais cresce no país. ''Nesse caso não existe mobilização da sociedade, mas é preciso ação comercial. Tem que ativar a área comercial. É a lei de oferta e procura. É preciso criar demanda e aprofundar programas de captação de eventos'', comentou Sanovicz.
O presidente da Embratur ressaltou a importância da captação de eventos ao dizer que, em 2004, os estrangeiros deixaram no Brasil US$ 3,2 bilhões, de acordo com o Banco Central. Em 1994, esse valor foi de apenas Us$ 1 bilhão.
Isso representa que 4,7 milhões turistas desembarcaram em 2004 no país.
O Londrina Convention & Visitors Bureau, que trabalha justamente com a atração de eventos itinerantes pelo Brasil, nos últimos dois anos conseguiu captar pelo menos nove deles. Para a diretora do Convention, Maitê Uhlmann, esses eventos promovem distribuição de renda na cidade, beneficiando desde o vendedor ambulante aos organizadores.
''A presença do Eduardo (Sanovicz) estimula as pessoas a pensarem o que é o turismo, como e por que deve ser apoiado como gerador de renda'', afirmou Maitê, exemplicando que o Congresso Brasileiro de Soja no ano que vem deverá deixar em Londrina pelo menos R$ 2,5 milhões. Na opinião de Maitê, barreiras que dificultam o turismo precisam ser quebradas por uma cultura de apoio ao setor.


