Restos que alimentam a arte
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terça-feira, 07 de março de 2006
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
Se para muitos um pedaço de tronco de peroba não diz nada além de seu significado objetivo, certamente para o escultor polonês Franz Krajcberg seria sinônimo de arte viva. Ele, que faz da natureza a sua vida e cultura, demonstra tamanha integração com o meio ambiente que, além de fazer esculturas com pedaços de árvores mortas, desenvolve uma série de atividades sócio-ambientais em prol da preservação das matas.
Essa nobre madeira, símbolo de um período em que o verde era abundante na terra roxa, sofreu com a devastação ou fortes ventanias no norte paranaense. No Bosque Marechal Cândido Rondon, área central de Londrina, restam apenas duas perobas, das mais de dúzias que suntuosamente mostravam-se eretas. Já no campus da Universidade Estadula de Londrina (UEL), popularmente conhecido por Perobal, das 60 existentes restam 12 exemplares ou menos.
Em 1992, como forma de homenagear empresas que se destacaram na preservação do meio ambiente e também promover uma consciência ecológica, a Secretaria Municipal de Cultura distribuiu 20 monumentos feitos com restos de peroba rosa e uma placa que apresentava a inscrição ''Aqui tem história''.


