Restaurantes
Restaurantes
- É rotina. Pela manhã, as pessoas que moram do outro lado do rio e trabalham em Lisboa embarcam nos cacilheiros e cruzam o Tejo, refazendo o trajeto no final do dia. Um desses barcos, depois de 60 anos de trabalho, foi adaptado e transformado em restaurante. Ancorado na Doca de Alcântara, o Cacilheiro é opção para uma boa refeição portuguesa em um espaço diferente. Entre as especialidades estão o Peixe ao Sal e as Cataplanas, misto de peixes cozidos ao jeito tradicional português com batatas, pimentão, cebola, azeite e coentro. Para ser saboreado ao suave balanço do rio.
- O que não faltam em Lisboa são opções para se comer bem. O inconveniente é que a maioria das casas cerra as portas às 22 horas. Aventure-se pelo Bairro Alto e escolha jantar com ou sem fado. Se a escolha for sem música, uma dica legal é o Farta-Brutos (Travessa da Espera, 20). A placa de cerâmica na parede é uma advertência: Aqui mastiga-se. Oliveira, o dono da casa, organiza tudo com simpatia. Entre as sugestões estão o arroz com pato, o arroz com peixe ou porco com batata. O lugar é bem frequentado por vips por lá já passaram o ex-presidente José Sarney, o ex-ministro Sérgio Motta, os cantores Ed Motta e Maria Bethânia; e o escritor José Saramago , mas os preços são degustáveis.
- Se a opção for um jantar musical, a Adega Mesquita (Rua Diário de Notícias, 107), também em Bairro Alto está entre as muitíssimas opções. A casa é pequena e aconchegante, e fica lotada para as apresentações de música e dança típica portugesa. O fado surgiu no final do século 18 como canto nostálgico de marinheiros. O nome deriva da palavra latina fatum (destino, sina). Por muito tempo foi considerado música da plebe até que um nobre se apaixonou por uma cantora de fados e levou o gênero para a corte. No final do século 19, a música passou a ser adotada também pelos aristocratas, poetas e escritores portugueses para exprimirem suas emoções, passando a ficar ligado à palavra saudade. Há dois tipos de fado: o de Coimbra e o de Lisboa. A diferença básica entre os dois estilos é que o primeiro, cantado por estudantes envoltos por capas pretas e de origens trovadorescas tem, tradicionalmente, um homem como solista. Em qualquer dos gêneros, o acompanhamento é feito com guitarra portuguesa de 12 cordas e guitarra clássica.





