Como presente de Natal, Roberth Miniguine Tavanti, 18 anos, quer respeito. ''Que as pessoas respeitem a própria vida e a dos outros. É inadmissível que uma pessoa morra vítima de uma bala perdida, que seja assassinada num bar, durante um assalto. Eu tenho a impressão de que muita gente perdeu a consciência de que a vida é nosso bem maior'', afirma.
Roberth é estudante de psicologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ele mora com o pai, vendedor de automóveis, e a mãe, dona-de-casa, no Jardim Bandeirantes, na Zona Oeste. Seu medo da violência representa a angústia que toma a sociedade londrinense desde o início desta década, na qual as estatísticas de homicídios na cidade atingiram patamares alarmantes.
''Com minha família, graças a Deus, nunca aconteceu nenhuma tragédia, apesar de minha mãe ter muito medo. Ela estava acostumada a viver em apartamento e há pouco tempo nos mudamos para uma casa. Acho que esse receio que sinto devido ao aumento da violência tem a ver com o fato de que tenho muita vontade de viver. É triste demais quando vejo na televisão a notícia de que um rapaz da minha idade foi assassinado'', lamenta o estudante.
Roberth tem outras preocupações. Ele planeja fazer estágios e depois de formado trabalhar no atendimento a famílias. ''Quero ajudar na educação de jovens, na maneira de criar os filhos. Para mim, o que desejo neste Natal é que eu possa me aprofundar nos conhecimentos da minha área. Para minha família, quero que ela nunca tenha que enfrentar uma situação de violência'', conclui. (F.G.)

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