Resorts descobrem o golfe
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quarta-feira, 03 de abril de 2002
Antonella Salem e<br>Flávia Perin<br>Agência Estado 
Uma tacada certa. Golfe combina bem com resort. No mundo, a união já é consagrada desde os anos 70. No Brasil, grandes empreendimentos turísticos estão apostando no esporte. O complexo Terravista, em construção em Trancoso (BA), terá um campo previsto para ser inaugurado no fim de 2003. Mais dois resorts planejam acrescentar um: o Blue Tree Cabo de Santo Agostinho (PE) e o Costão do Santinho (SC).
Eles têm bons exemplos. O Transamérica Ilha de Comandatuba inaugurou seu campo no ano passado com sucesso. Já sediou campeonatos internacionais, e o golfe representou acréscimo de 25% em novos hóspedes para o resort. Sem contar que o turista-golfista gasta quatro vezes mais que o comum, segundo pesquisa feita nos EUA.
A operadora Interpoint tem um menu com mais de 20 resorts de golfe no mundo. É um produto que vende bem, diz a diretora Heloisa Levy, que já comercializou até clínicas do esporte. Para ela, a procura é grande de famílias e casais que vão conhecer um país e, de quebra, querem praticar a atividade. Ilha Maurício, África do Sul e Canadá são alguns dos destinos mais procurados. É um esporte caro, mas há boas promoções, principalmente fora de estação, revela.
Outra empresa que acredita no golfe é a rede The Leading Hotels of the World: lançou recentemente um catálogo de resorts e hotéis com campos. O esporte no Brasil já fez cem anos, e cresce a passos largos principalmente nos últimos quatro anos: um aumento estimado entre 10% e 18% ao ano, de acordo com a Federação Paulista de Golfe. Atualmente são 15 mil praticantes, 60% só no Estado de São Paulo.
O resultado: a capital paulista já conta com o primeiro campo público do País, o Kaiser Golf Center, uma tentativa de popularização do esporte. Lá, crianças de 7 a 13 anos recebem aulas gratuitas.


