RESGATANDO VILLA-LOBOS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de setembro de 2000
Iara Rossini Lessa De Londrina Especial para a Folha 2 
Uma espécie de resgate musical e histórico acontece esta noite, às 20h30, no Cine-teatro Ouro Verde, em Londrina, no concerto da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina com a apresentação da peça Bachiana Brasileira nº 3. Segundo o regente da Osuel, Norton Morozowicz, a obra do compositor Heitor Villa-Lobos, composta no começo dos anos 50, acabou sendo esquecida pelos músicos brasileiros e teve poucas apresentações em solo nacional. Esta é uma oportunidade rara para o público em geral e para os músicos em especial já que esta peça foi executada somente cinco vezes no Brasil desde sua criação, tanto que pouco solistas brasileiros têm a peça em seu repertório, explica.
O concerto, que tem como solista convidado o pianista Marco Antonio de Almeida, é quase um presente para o músico. Almeida, radicado atualmente na Alemanha, entrou em contato com a Bachiana Brasileira Nº 3 na década de 70, quando estudava com a brasileira Yara Bernette, a primeira solista a executar a peça ela se apresentou na França acompanhada pelo maestro Villa-Lobos. A peça é linda e, para minha história de vida é mais interessante ainda, já que estudei com uma das poucas pessoas que já tocou a obra no Brasil. Isto me influenciou muito e sinto que tenho quase que uma responsabilidade histórica nesta execução, revela.
Ainda no programa, que foi especialmente escolhido para homenagear os 250 anos de Bach e os 500 anos do Brasil, constam Bachiana Barsileira nº 7, de Villa-Lobos; Concerto em Fá Menor para Piano e Orquestra e Abertura da Suíte Nº 4, ambas de Bach.
Concerto da Orquestra Sinfônica da UEL em homenagem aos 250 anos da morte de Bach e os 500 anos do Brasil. Regência: Norton Morozowicz. Solista: Marco Antônio de Almeida. Hoje, às 20h30, no Cine-teatro Ouro Verde (Rua Maranhão, 85). Entrada franca.


