Como toda história de descobertas científicas, a da fotografia é conturbada. Há quem atribua a proeza ao francês Louis Daguerre, que em 1835 apresentou seu feito ao mundo. Outros defendem que o verdadeiro precursor foi Joseph Niépce, sócio de Daguerre, que registrara uma imagem inalterada dez anos antes. Polêmicas à parte, a verdade é que o homem sempre teve fascínio pela imagem. Muito antes do século 19, outros ''malucos'' já haviam tentado fotografar.
Com o tempo, a fotografia virou profissão. Surgiram os fotógrafos. Gente especializada em capturar imagens, registrar cenas, aprisionar em seus negativos momentos de nossa história. Ops! Negativos? A fotografia já entrou na era digital. Agora as imagens são gravadas em cartões de memória. E haja memória. Nunca se fotografou tanto. As lentes estão por toda a parte, até nos telefones celulares. Os cliques são acessíveis a todos. Porém, os profissionais são insubstituíveis. Simplesmente porque fotografar é dom, é talento, é vocação, é arte.
No caso do jornalismo impresso, as fotos são fundamentais. As imagens fazem parte da notícia. Elas devem transmitir informação. E olha que não é tarefa tão fácil quanto se imagina noticiar com as imagens, por mais que digam que uma delas vale por mil palavras. Para se ter uma idéia, os repórteres fotográficos da FOLHA produzem em torno de 400 mil fotos por ano. Mais de 30 mil são publicadas.
Carregando a máquina, lentes, flashes, baterias e outros apetrechos no colete, a moçada da fotografia molha a camisa. O trabalho não é moleza. Porém, estamos falando de gente apaixonada pelo que faz. Pergunte a qualquer repórter fotográfico sobre as histórias que ele tem a contar, sobre as pautas e prepare-se para ouvir coisas fantásticas. São flagrantes inusitados, registros dos mais diversos. Retratos de pobreza e riqueza. De alegrias e decepção. Da vida, enfim. Isto sem falar naquelas cenas que são, literalmente, de encher os olhos.
Saindo das redações, pelo mundo afora o profissional da fotografia está em diversos lugares. Nos estúdios, nas passarelas, nos eventos, nas ruas. Com técnica e talento ganham a vida. Deixam os fotografados de sorriso lá nas orelhas. Quem não fica orgulhoso - e até um pouquinho vaidoso - quando se vê bem na foto? Por isso tudo e mais um pouco, essa turma merece sim ter um dia para chamar de seu. Portanto, no dia do repórter fotográfico e da fotografia, dizemos parabéns para quem vive de cliques.

Final de tarde ensolarado no Igapó. Movimento intenso, olhar atento, o momento mesmo é do feliz ciclista voador. Um clique rápido e certeiro. Pronto, a imagem estava capturada. (Celso Pacheco )

Saí de Sampa cansado de ver cenas marcantes. Infelizmente, a realidade também é dura em cidades pequenas, como Rolândia, onde captei esta imagem. Só peço a Deus que o rapaz acorrentado pela mãe consiga escapar do vício e sobreviver fora do mundo terrível das drogas. (Evandro Monteiro)

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