‘‘A maior qualidade da obra literária de Jorge Amado está no fato dele conseguir falar sobre a coletividade brasileira. Isto é raro, já que os escritores têm uma tendência a se voltar ao seu próprio umbigo. Em seus livros, ao contrário, ele não fala apenas sobre suas idéias, mas mostra todo o povo baiano. Há um ponto negativo em sua obra, que está exatamente em reduzir a complexidade do homem brasileiro, mostrando apenas a religiosidade e a sensualidade dos baianos. Apesar de tudo, indiscutivelmente, Jorge Amado foi o escritor brasileiro que alcançou a maior projeção internacional de todos os tempos. Foi uma grande injustiça ele nunca ter recebido um Prêmio Nobel de Literatura’’. Miguel Sanches Neto (escritor e crítico literário)

‘‘Ele foi o autor mais representativo da literatura do Nordeste, nos anos 50. É também o escritor brasileiro mais divulgado no exterior. Para os europeus e norte-americanos representa a imagem que eles têm do Brasil, como exotismo tropical e religiões africanas. Ao mesmo tempo que é odiado por algumas mulheres por sua linha anti-feminista, Jorge Amado é nome de um clube de mulheres na Itália. Entre seus livros mais importantes estão ‘‘Terras do Sem Fim’’, ‘‘Gabriela Cravo e Canela’’ e ‘‘Tenda dos Milares’’. Wilson Martins (escritor e crítico literário)

‘‘Jorge Amado foi para mim sinônimo de literatura. Descobrí-lo aos 12 anos e continuar assistindo à sua carreira gloriosa, foi destas boas coisas que nos dão e hão de nos dar sempre a Literatura. Amado foi sobre tudo um escritor de seu tempo. Mergulhou até a raiz no ofício insensato de decifrar o Brasil e assim, desvendar a alma humana. Destaco de sua obra os livros ‘‘Quincas Berro D’Água’’ e ‘‘Velhos Marinheiros’’, com a inesquecível, momorável e para sempre amorosa figura do capitão de longo curso Vasco Moscoso de Aragão. Amado escreveu desleixado, mas com grandeza e genialidade.’’ Wilson Bueno (escritor)

‘‘Quando moleque quase moço, eu pastoreava as noites com as letras de Jorge Amado. Continuo a fazê-lo, em busca dos subterrâneos e da superfície da liberdade. É, e continua a ser e será sempre, um dos grandes escritores desta meleca maravilhosa à qual se deu o nome de Brasil. Eterno, ele, e o que ele escreveu, com a paixão doce de quem sabe que a vida tem fim. Ele não’’. Nilson Monteiro (poeta, escritor e jornalista)

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