A paraibana Renata Arruda acaba de tirar do forno seu terceiro disco. O CD ‘‘Um do Outro’’ marca a estréia da cantora na gravadora BMG Brasil e traz um momento marcante em sua carreira. ‘‘Este é o trabalho de maior unidade que já fiz’’, afirma. ‘‘Antes eu cantava de tudo, agora restringi meu gosto’’.
Pelo menos no momento este é o seu retrato. ‘‘Estou mais tranquila, descobri um jeito de cantar mais manso. Ou seja, descobri as sutilezas, formas novas de dizer as coisas’’, continua a moça.
Renata Arruda é ouvida todas as noites, em todo o Brasil, através da novela ‘‘Andando nas Nuvens’’, da TV Globo. A faixa ‘‘É Ouro pra Mim’’ tornou-se a música da personagem de Suzana Vieira. Mas esta não é a primeira vez que a cantora emplaca nas novelas. ‘‘Sangue Latino’’ foi incluída na trilha de ‘‘Fera Ferida’’.
Quando ‘‘Andando nas Nuvens’’ chegou à tela, o disco ainda não tinha sido lançado, mesmo assim choveram telefonemas de todo o País cumprimentando a cantora. ‘‘As pessoas identificaram a música pela minha voz. Essa identificação me deixou muito feliz’’, diz satisfeita.
Há onze anos na luta pelo lugar ao sol, Renata não se sente uma novata na vida artística. Está colhendo frutos de um plantio que vem de tempos. Mas, finalmente, vive um tempo novo, de interpretações que valorizam os sentimentos e as intenções. ‘‘Se falo de dor de cotovelo, estou triste; se falo de alegria, sou a mais feliz de todas. Quando canto, monto um filme na minha cabeça’’, explica.
Repertório‘‘Um do Outro’’ traz 12 faixas, assinadas por compositores que vão do ‘‘Skank’’ Samuel Rosa a Peninha, Lula Queiroga, Biafra e Frejat. Duas são da própria cantora: ‘‘You and Everybody’’, em parceria com Mongol e ‘‘Imagina’’.
Dentro de alguns dias Renata Arruda termina a maratona de trabalho que vem realizando no Rio, divulgando o disco. Aí então haverá tempo para poder pensar no show que pretende realizar e com o qual deverá viajar por todo o Brasil. Definirá a banda, a época de estréia, e a cidade onde fará a primeira temporada. De duas, uma: Rio de Janeiro ou João Pessoa. ‘‘Não corto meus elos’’, anuncia, satisfeita.

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