Rio, 03 (AE) - Os atores principais do remake de "Pecado Capital" não mobilizaram o público como na época da versão original. A opinião é de Lima Duarte que afirmou que a novela atual "ficou muito diferente do contexto original". Por isso, ele disse não tão ter ficado "tão emocionado assim" com a homenagem que lhe foi feita ao ser convidado para uma participação especial no último capítulo da nova versão. "Sou contratado da emissora, fui chamado e tenho de fazer", disse.
Ele contou que, como o público passou a torcer por Lucinha (na época, Betty Faria) e Salviano, matar Carlão foi a solução encontrada pela direção "até por conta da moral mais rígida da época". Afinal, ele ficou com um dinheiro que não lhe pertencia. Na opinião de Othon Bastos, Carlão deveria morrer "por se tratar de um remake". "Mas como houve muita modificação, tudo é possível".
Já o ator Roberto Bonfim, que interpretou Raimundo, pai de Carlão, acredita que a história teria rendido melhor se tivesse sido exibida às 20 horas, como a original. "Ir para as 18 horas foi uma estratégia para levantar o horário que estava fraco", afirmou. Mas não funcionou. Com a média de 28 pontos no Ibope, ficou longe da meta estabelecida pela emissora para o horário, que é de 35. Para tentar resolver esse e outros problemas, Vera entrou para o elenco há dois meses. "Terem criado uma nova protagonista prejudicou a novela", avaliou Bonfim.
Laura, a personagem de Vera, entrou na história para terminar com Salviano (Francisco Cuoco) porque, desta vez, o público não torceu para que o empresário vivesse feliz ao lado de Lucinha. Nos bastidores da produção, comentou-se que Carolina Ferraz não gostou de contracenar com Francisco Cuoco e isso fez o casal murchar. O diretor Maurício Farias admitiu que Glória Perez não fez uma adaptação fiel, mas disse ter gostado do trabalho. "Ela escreve cenas precisas que dão agilidade à ação", afirmou.
Os protagonistas Carolina e Moscovis também se disseram satisfeitos. Ambos não se preocuparam em ver a cena original da morte de Carlão. Carolina até evitou dar sua opinião sobre que desfecho gostaria de ver. "Quero o que vai ser", disse Carolina. "Para mim, tanto faz", afirmou Moscovis. "Tenho de respeitar a opinião da autora e da direção". Glória Perez está certa de que a fidelidade ao texto foi mantida. "Preservei o clima de novelão de Janete", afirmou. "É isso que garante a fidelidade". (S.A.)

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