Remake de Pecado Capital terá superprodução
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de outubro de 1998
Beatriz Coelho da Silva Agência Estado 
Se a primeira versão de Pecado Capital marcou por trazer uma linguagem mais realista para sua época, seu remake busca o lirismo com superprodução, ao custo de R$ 90 mil por capítulo. Exemplo disso é o desfile de uma linha de toalhas fabricadas pela indústria de Salviano Lisboa (Francisco Cuoco).
A gravação da cena ocorreu no Iate Clube do Rio, durou mais de quatro horas, mas não terá nem cinco minutos no ar. Mesmo assim, envolveu mais de 200 pessoas, entre figurantes famosos (como Tereza Collor e Elke Maravilha) ou anônimos, produtores, dois câmeras e o diretor de núcleo Wolf Maya.
Na cena, realidade e ficção se misturam. Ricardo Machi e Raul Gazola desfilam como eles mesmos ao lado de Gigi, vivida por Cláudia Liz. A socialite Narcisa Tamborindegy assiste ao desfile ao lado do publicitário Nélio, personagem de Alexandre Borges. A rebelde Vilma, com sua turma de clubbers, surge para atrapalhar a festa. A atriz Paloma Duarte e a trupe de atores do núcleo de Vilma são observados, de longe, pela autora Glória Perez.
Por opção da direção, Pecado Capital não terá cidade cenográfica. As cenas externas são gravadas em locações de verdade, como uma rua de Marechal Hermes ou uma fábrica de tecidos em Nova Friburgo. Fica mais verdadeiro, diz Wolf Maya. Facilita a composição do personagem porque, quando eu entro na casa da Lucinha, em Marechal Hermes, tem uma família de verdade lá dentro, completa Carolina Ferraz.


