Relíquias reveladas por acaso
Elisa Marilia Carneiro
De Curitiba
Mais de vinte envelopes com fotos foram encontrados no sótão de uma casa em Curitiba, pelo fotógrafo Jonas Carneiro Meira Jr. São trabalhos que primam pela sensibilidade
Um sótão sempre guarda milhares de recordações, relíquias e muita poeira. No da casa da Rua Brigadeiro Franco, 541 estavam esquecidas dezenas de fotografias de vários profissionais de Curitiba. São ensaios pessoais, montagens, fotos de viagens e trabalhos de laboratório.
O material foi encontrado pelo também fotógrafo Jonas Carneiro Meira Jr., há poucos dias. Ele alugou a casa para montar um estúdio e na reforma precisou mexer no telhado. De repente me deparei com um monte de envelopes. Fui abrir e encontrei trabalhos muito interessantes. Gostaria de poder devolver aos autores e deixar um exemplar de cada um para expor no estúdio, afirma Jonas Jr.
Ele conta que a casa serve de estúdio, há cerca de 20 anos, para vários fotógrafos foi a empresa Zapp do fotógrafo Márcio Santos, que já morreu; do Dico Cremer, do francês Laurent, do João Urban e do Miranda. O imóvel abrigou também uma fábrica de móveis.
Também foram encontrados trabalhos de outros profissionais como de Vilma Slomp, Luciana Petreli e Odilon Ratzke. Muitas das fotos têm carimbos de participação em exposições por todo o País. Os papéis das impressões são especiais, com texturas fibrosas, que permitem imprimir o preto e o branco em quatro tonalidades.
Pelas fotos, Jonas Jr. percebe que os fotógrafos andavam sempre com uma câmera debaixo do braço. Hoje são poucos os que fazem isso. Em geral, eles programam um dia para fotografar e querem que tudo aconteça naquele dia, analisa. Confira alguns dos trabalhos encontrados.





