Relíquias dos três reis magos
Quem visita Colônia não pode deixar de ver a maior catedral da Europa, a öKoelner Dom. O monumento, que começou a ser erguido em 1248, chamou a atenção na época pelo projeto grandioso dos arquitetos Gerhard, Arnold e Johannes. Mas, além do valor artístico, vale conhecê-la ainda por outro motivo. Ela foi palco de acontecimentos da Segunda Guerra.
Para evitar que a construção fosse destruída nos bombardeios, a população reuniu-se lá e usou colchões e cobertores umedecidos para arejar as paredes. O objetivo era impedir que a estrutura se ressentisse do ataque. Mesmo assim, ainda hoje técnicos trabalham para recuperar as partes atingidas pelas bombas e lutam contra a erosão causada por problemas atmosféricos. Ainda é possível ver as manchas dos cobertores e colchões.
Há, porém, mais para vislumbrar: imagine estar em um templo da Idade Média cercado por obras raras. Dos séculos 13 ao 20, cada época deixou um acervo de preciosidades, como os vitrais que representam a Bíblia, datados de 1260 a 1275.
Para homenagear os reis magos, considerados os patronos da cidade, existe um tríptico pintado em 1450 por Stefan Lochner representante da escola pictórica de Colônia. Há também vitrais de 1310. Mas o que mais impressiona é a arca dos três reis, no altar principal. É uma obra de arte que retrata a visita de Baltazar, Melchior e Gaspar ao Menino Jesus.
Conta-se que a majestosa catedral é fruto de uma relíquia depositada em 1164, em uma antiga igrejinha. Erguida em 870, ela ficava onde agora está a Kölner Dom. A relíquia? Os restos mortais dos reis, colocados na arca. A construção da catedral, aliás, é um capítulo à parte. A Köoelner Dom ocupa 12,5 mil metros quadrados e o sistema de campanário utiliza nove sinos.
Até 1560, as naves (o espaço da igreja desde a entrada até o santuário) estavam prontas, e o povo já participava de cerimônias religiosas. Durante 263 anos, os trabalhos foram suspensos e retomados em 1823. Friedrich Zwirner impulsionou a obra 40 anos depois, colocando os florões sobre as torres de 157 metros. Hoje, a bela jóia arquitetônica ainda proporciona ao visitante a possibilidade de avistar o Rio Reno. Basta entrar pelo portal de São Pedro e subir 509 degraus.





