Relevância é o principal critério
Quem escolhe quais obras serão exigidas a cada dois anos são os professores da área de literatura do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas da UEL. São 16 professores, que vão sugerindo e discutindo os títulos em várias reuniões até chegarem a um consenso.
Um dos critérios adotados pela comissão é que não se repitam as obras (desde 2003, não houve nenhuma repetição na lista). ''Há uma quantidade grande de boas obras que merecem ser lidas, tanto que é difícil escolher só dez. Então não é necessário repetir'', comenta Regina Célia dos Santos Alves, coordenadora de literatura do departamento.
Os professores também avaliam a disponibilidade das obras tanto para empréstimos em bibliotecas quanto para aquisição. Mas o principal critério é a a relevância, sempre buscando contemplar vários períodos, autores e estilos literários.
Isso explica a inconstância com que autores paranaenses aparecem na lista, que já teve Dalton Trevisan e Domingos Pellegrini, mas atualmente não conta com nenhum representante do Estado. ''Um escritor é incluído não por ser paranaense, mas por ter uma produção significativa. Não acredito que seja interessante incluir um autor simplesmente por ser daqui. O regionalismo não é critério'', explica Regina.
Definidos os dez títulos, a lista passa pela aprovação da Comissão Permanente de Seleção (Copese), da Câmara de Graduação e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) até ser divulgado pela Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops). ''Mas até hoje nós nunca interferimos na escolha, mesmo porque se trata de uma lista fechada. Alterar um nome comprometeria todo o conjunto'', afirma a coordenadora da Cops, Elaine Mateus, enfatizando que outra característica muito própria da UEL é não escolher necessariamente os canonizados, convidando os alunos do Ensino Médio a ler autores não tão popularizados quanto os ''clássicos''. (A.I.)





