Os rapazes do Relespública ainda não podem abrir o bico. Ordem da gravadora, que espera o término das mixagens do disco para divulgar as ‘‘surpresas’’ que ele contém. Mesmo assim, uma coisa ou outra foi revelada ontem pelo baixista Ricardo Bastos, que acaba de retornar do Rio de Janeiro onde esteve gravando as faixas do segundo álbum da banda.
O disco vai se chamar ‘‘O Circo está Armado’’. Será lançado pela Universal, uma das gigantes do mercado fonográfico. As gravações foram feitas no estúdio Mega, com produção de Rafael Ramos, que indicou a banda para a gravadora. O repertório traz faixas inéditas, além de quatro já registradas no CD independente ‘‘E o Rock’n’Brasil, Brasil?’’, lançado no final de 98.
Uma versão de ‘‘Portugal de Navio’’, dos Mutantes, deve entrar na edição final do material. ‘‘Tem mais algumas participações especiais, mas não posso falar agora’’ – diz Ricardo. Segundo ele, o contrato com uma gravadora de porte veio na hora certa. ‘‘Quando formamos a banda, eu tinha 11 anos. Depois perdemos o vocalista (Daniel Fagundes, morto num acidente de automóvel em 1994) e ficamos batendo cabeça por um longo tempo como um trio. Só com a entrada do Caco (vocalista) e do Roger (tecladista), é que a banda conseguiu um som mais definido, mais cheio, completo. Por isso, o momento é esse’’.
A banda, segundo o baixista, teve total autonomia durante as sessões de estúdio: ‘‘Ninguém chegou dizendo para mudar o estilo da banda, ou pediu para deixar uma música assim ou assado. Não houve interferências, mas sugestões do produtor, que aliás deixaram as músicas bem melhores’’. Com 11 anos de estrada, o Relespública construiu sólida reputação sendo considerada a melhor banda de Curitiba.
Seu primneiro disco por uma grande gravadora está previsto para chegar às lojas entre agosto e setembro.

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