Relato de Bonner sobre a morte do pai emociona
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quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Agência Estado 

O jornalista William Bonner publicou um relato emocionante sobre sua forma de aceitação da morte de seu pai, ocorrida no fim do ano passado, 2016. Bonner usou um objeto que o lembrava dos últimos momentos para simbolizar a história: um par de sapatos.
"Todo sábado, pegava estrada às seis da manhã pra almoçar com meus pais. E calçava esses sapatos. Meu pai tinha 86 anos e um mieloma. É um câncer de agressividade baixa, comum em velhinhos. Em parte pela idade, em parte pela medicação, meu pai vivia naquele universo infantil dos senis. Emocionava-se com quase tudo, compreendia quase nada e se envolvia em repetições de afazeres e de dizeres", escreveu.
"Perguntava dezenas de vezes a mesma coisa e demonstrava surpresa a cada vez que ouvia a mesma resposta como se fosse única, inédita". Em seguida, Bonner transcreveu o diálogo que se repetia:
- Júnior, esse sapato não vê uma graxa há quanto tempo?
- Pai, esse sapato não leva graxa. É assim mesmo, fosco.
- Sei... Isso é falta de graxa! Que vexame! Me dá isso aqui que eu vou dar um trato.
Não adiantava argumentar. Meu pai me fazia entregar os sapatos, que limpava com pano úmido. Aplicava cera marrom. Esperava secar. E lustrava por minutos seguidos, no vai e vem da escova marrom que usou por mais de 40 anos. Tingia de marrom o couro sem tintura. E lustrava o que não tinha brilho nenhum", prosseguiu.
Por fim, o apresentador falou sobre como foi seu 'reencontro' com os sapatos após 11 meses sem vê-los. E como lidou com a situação:
"Depois que o velhinho partiu, guardei esses sapatos num lugar onde não pudessem me ver. E fugi deles por um ano inteiro. Hoje de manhã, sei lá como, do fundo de uma prateleira, me acharam de novo, quando me vestia para sair. E me ocorreu de usá-los com a roupa que tinha escolhido pro dia. E nunca, desde que me interessei por eles numa vitrine, nunca, me foram tão deliciosamente confortáveis".

Decoração de Natal da Casa Branca remete à terror
A decoração de Natal da Casa Branca foi divulgada e parece não ter agradado aos norte-americanos. Stephanie Grisham, diretora de comunicação de Melania Trump publicou uma foto dos enfeites em seu Twitter: "O feriado está aí. Neste momento: primeira-dama está verificando os últimos detalhes aqui na Casa Branca", escreveu a diretora. A imagem mostrava um corredor com árvores 'características' da data, mas que adquiriram um tom sombrio e assustador sob luzes apagadas.
Não demorou a chamar a atenção na internet. O site Gizmodo, por exemplo, resolveu dar à decoração o título de "Coisa mais estranha do ano - superando até mesmo as bizarrices do 'mundo invertido' da série de Stranger Things".
(Agência Estado)
Filme de Steven Spielberg é um dos favoritos ao Oscar
Uma das principais premiações do cinema americano, o National Board of Review anunciou seus escolhidos e deu a largada aos favoritos do ano, que devem aparecer na lista do próximo Oscar. E quem saiu na frente foi o mais recente filme de Steven Spielberg, "The Post - A Guerra Secreta", que trata da publicação dos Papéis do Pentágono pelo jornal "The Washington Post".
Confira a lista dos vencedores do National Board of Review: Melhor filme - "The Post - A Guerra Secreta" Ator: Tom Hanks ("The Post") Atriz: Meryl Streep ("The Post") Diretor: Greta Gerwig ("Lady Bird") Ator coadjuvante: Willem Dafoe ("Projeto Flórida") Atriz coadjuvante: Laurie Metcalf ("Lady Bird") Roteiro original: "Trama Fantasma" Roteiro adaptado: "Artista do Desastre" Animação: "Viva - A Vida É uma Festa" Revelação: Timothée Chalamet ("Me Chame Pelo Seu Nome") Diretor estreante: Jordan Peele ("Corra!") Filme estrangeiro: "Foxtrot" Documentário: "Jane" Elenco: "Corra!" Spotlight: Patty Jenkins e Gal Gadot ("Mulher-Maravilha") (Folhapress)


