Relações sociais interferem na construção do conhecimento
De acordo com o coordenador da Escola Educar, Marco Antonio Souza, as assembléias de classe inserem-se na perspectiva sócio-interativista, adotada pelo estabelecimento. ''Os professores não são autoridades inacessíveis, mas fazem parte do processo de aprendizagem do aluno. Eles 'abrem portas', ajudam na formação do estudante'', explica.
A psicologia sócio-histórica, que tem como base a teoria do professor e pesquisador Lev Semenovich Vygotsky (1896 -1934), concebe o desenvolvimento humano a partir das relações sociais que a pessoa estabelece no decorrer da vida. Vygotsky analisou situações sociais que favorecem ao sujeito construir seu meio físico pois, numa abordagem sócio-construtivista o desenvolvimento cognitivo envolve as interações sujeito-objeto-contexto social.
Na concepção do pesquisador, o sujeito não é apenas ativo, mas interativo, visto que o conhecimento e a própria consciência constituem-se a partir das trocas com outros sujeitos e consigo próprio. Neste contexto, o processo de ensino-aprendizagem também se constitui dentro de interações que vão se dando nos diversos contextos sociais.
A sala de aula deve ser considerada um lugar privilegiado de sistematização do conhecimento e o professor um articulador na construção do saber. O aluno não é tão somente o sujeito da aprendizagem, mas, aquele que aprende junto ao outro o que o seu grupo social produz, tal como: valores, linguagem e o próprio conhecimento. (C.V)





