São Paulo - O diretor Mauro Lima e o ator Selton Mello fizeram uma das melhores dobradinhas do cinema nacional em ''Meu Nome Não É Johnny'' (2008). Infelizmente, o resultado não foi o mesmo em ''Reis e Ratos'', que estreia hoje nos cinemas.
A ideia do diretor, que também escreveu o roteiro do filme, é interessante: personagens caricatos reunidos no período pré-golpe militar de 1964. Na trama, o espião americano Troy Somerset (Mello) é casado com a brasileira Leonor (Paula Burlamaqui) e ama viver no país, mas se vê obrigado a atender aos interesses dos EUA, ajudado sempre por major Esdras (Otávio Muller).
Mas a premissa de ''Reis e Ratos'' - mostrar os bastidores da política brasileira de 1963 - não funciona. O roteiro falha na hora de interligar as histórias de Troy, Leonor e Esdras com a do radialista paranormal Hervê Gianini (Cauã Reymond), o vigarista Roni Rato (Rodrigo Santoro, irreconhecível) e a cantora Amélia Castanho (Rafaela Mandelli).
Isoladamente, porém, os personagens são até divertidos, o que acaba deixando o filme mais parecido com uma reunião de boas esquetes. E o mérito do longa é ter apostado em algo diferente de quase tudo que já foi feito no cinema nacional: reunir humor, romance e ação, com atmosfera de filme policial americano dos anos 1940.

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