Nelson Sato
De Londrina
Todo o pop britânico atual traz resquícios da geração mod. Ouçam as guitarras e os vocais gravados nos CDs The Who – BBC Sessions (Universal) e The Kinks – The Singles Collection (Abril Music) e comparem.
Os dois CDs acabam de ser lançados no Brasil. Cobrem as fases áureas de duas das mais importantes bandas inglesas de todos os tempos. O primeiro disco reúne os clássicos do The Who em gravações feitas ao vivo, entre 1965 e 1970, nos estúdios da rádio e TV BBC, de Londres.
A coletânea inclui duas versões inéditas do hino ‘‘My Generation’’ e outras duas de ‘‘Substitute’’. Traz ainda pepitas como ‘‘A Quick One’’, ‘‘Run Run Run’’ e ‘‘The Seeker’’. Ao todo são 25 registros memoráveis executados por Roger Daltrey (vocal), Pete Townshend (guitarra), John Enthwistle (baixo) e Keith Moon (bateria).
Também indispensável é a antologia de singles dos Kinks, que ao lado do The Who pontificou à frente dos Beatles e os Rolling Stones na preferência dos mods (diminutivo de modernistas) – garotos pobres que adoravam rhythm and blues, andavam de lambretas e se entupiam de anfetaminas. A banda alcançou as paradas com letras satíricas e de crítica social.
A ópera pop ‘‘Arthur’’, de 69, marcou seu apogeu. Dela foi extraída para a compilação a canção ‘‘Victoria’’. Contendo 25 faixas remasterizadas e comentadas, sobressaem no disco os hits ‘‘You Really Got Me’’, ‘‘Lola’’ e ‘‘Sunny Afternoon’’. O mod é a matriz do brit pop. Como fonte, parece inesgotável para seus sucessores.

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