São Paulo - A minissérie ''Rei Davi'', da Record, chega ao fim na sexta-feira, depois de 30 capítulos e um bom desempenho de audiência. A história, que contou o drama de um rei que teve o poder roubado pelo próprio filho, deve continuar, até o desfecho, fiel aos escritos bíblicos.
''A minissérie é fruto de muito estudo e pesquisa. Por isso, optei por me manter fiel ao que já está escrito'', conta Vivian de Oliveira, autora da trama. Com isso, já é possível saber, por exemplo, que Absalão morrerá de forma trágica. Segundo Léo Rosa, ator que faz o personagem, a cena final lhe rendeu alguns hematomas. ''Eu quase não usei dublê. E como foram muitas horas de gravação, posso dizer que dei o sangue, literalmente, pelo personagem.''
Renata Domínguez, que fez Bate-Seba, também está orgulhosa do resultado. ''Foi a produção mais elaborada da qual já participei.''
Na pele do rei Davi, Leonardo Brício afirma que, apesar de ter sido traído por Absalão, seu personagem irá sofrer muito com a perda. ''Será um momento de tristeza para ele, que nunca desejou a morte do filho.'' A cena final deve mostrar a morte de Davi, muitos anos depois.

Destaque para a produção
A coragem de retratar um período histórico e o grande esforço de produção foram considerados pelo especialista em televisão Gabriel Priolli como os pontos fortes da minissérie, que termina com média de audiência de 12 pontos, em São Paulo.
''Optar por uma história bíblica poderia facilmente fazer com que a minissérie caísse no ridículo, mas não é isso que acontece, muito pelo contrário'', diz Priolli. Outro ponto forte apontado por ele foram as sequências de batalha e o cuidado especial com os figurinos.
Antes da minissérie, a Record já tinha apostado em duas produções do gênero: ''A História de Ester'' e ''Sansão e Dalila'', em 2010 e 2011, respectivamente.

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