Regras construídas em conjunto
Para a psicóloga Mary Neide Damico Figueiró, mestre em psicologia escolar e doutora em educação, o namoro na escola deve ser permeado de limites -até mesmo para evitar o prejuízo dos estudos e o isolamento dos amigos -, mas o ideal é que eles sejam definidos em conjunto, entre os alunos e professores. ''Assim, o aluno se apropria mais dessas regras, que foram determinadas com a participação dele. Há também um sentido de autonomia e responsabilidade nessa forma de conduzir essa reflexão'', pondera.
Considerando o namoro uma forma de interação afetiva com outra pessoa, que envolve trocas de carícias e carinho, Mary Neide considera essas experiências importantes para o amadurecimento do adolescente. ''Até nos momentos de briga, de conflito, há aprendizado. Isso provoca um empenho em se manter a confiança do outro, nesse exercício natural de se tornar adulto. E quando se namora, há uma melhora na autoimagem, do bem-estar e isso pode refletir nos estudos'', garante.
Segundo ela, proibir ou impor autoritariamente não é o melhor caminho. Ela acredita ser fundamental que a escola propicie espaços onde questões relacionadas a afetividade e sexualidade possam ser discutidas de forma mais sistemática. ''Normalmente, as escolas têm ações pontuais e perdem uma grande oportunidade de aprofundar assuntos tão importantes para a vida deles'', afirma.
Há 12 anos, Mary Neide coordena na UEL um projeto de extensão de formação continuada para educadores sexuais, o Grupo de Estudos sobre Educação Sexual (Gees). Todo ano são disponibilizadas 80 vagas para a participação gratuita de de profissionais de qualquer área, sendo a maioria preenchidas por professores. Os encontros são realizados semanalmente às quintas-feiras de manhã ou à tarde. As inscrições podem ser feitas de 3 a 14 de maio. O primeiro encontro acontece no dia 27 de maio. Mais informações pelo www.uel.br/grupo-estudo/gees/ ou pelo tel. (43) 3371-4487. (A.P.N.)





