Como diz a personagem Nazira, interpretada pela atriz Eliane Giardini na novela global ‘‘O Clone’’, Regininha, papel de Viviane Victorette, será mesmo jogada ao vento pela autora Glória Perez.
Regininha é a única dos drogados que não se livrará do vício. Pior, vai simplesmente vagar pelas ruas do Rio de Janeiro e desaparecer no final da trama, que acaba dia 14.
‘‘Ela ainda procura ajuda da mãe, que não quer vê-la porque já aprontou muito. Sem auxílio, Regininha não consegue se livrar do vício e acho bom a novela mostrar isso. Tem muita gente que abandona um viciado, o que é muito errado’’, diz Viviane.
Não foi só com a mãe que Regininha aprontou. Para quem não se lembra, foi a garota quem ajudou a afundar Nando (Thiago Fragoso) e Mel (Débora Fallabela) ainda mais nas drogas.
‘‘Meu amigos dizem que todo mundo tem uma Regininha na vida. Eu fujo dessas pessoas’’, fala.
Mas a viciada trouxe frutos para Viviane, que estreou na TV com 18 anos, interpretando uma quase vilã na novela ‘‘Mandacaru’’ (1997), exibida na extinta Manchete.
Viviane passou a integrar o elenco de ‘‘O Clone’’ em março, depois de vencer um concurso do ‘‘Caldeirão do Huck’’. ‘‘Só sabia que o papel era muito bom e apenas uma participação.’’
‘‘É desgastante fazer a Regininha porque ela é barra pesada e bem diferente de mim. Sinto um cansaço físico enorme quando faço a Regininha. Por outro lado, é muito bom, porque ela tem cenas graciosas e marcantes’’. Viviane não usa maquiagem, não gosta de carne e não pode nem ouvir falar de drogas. ‘‘Sou totalmente natureba.’’ Natureba e aventureira, a atriz saiu de casa em Fortaleza (CE) aos 18 anos para seguir a carreira de atriz.
Viviane bem que gostaria de desejar tudo de bom para sua personagem. ‘‘Apesar de mau exemplo, Regininha foi ótima para mim.’’
No final da trama, quando estiverem internados, Mel e Nando vão se lembrar da menina, que já terá sumido. Quando deixam o vício, os dois montam uma clínica para dependentes químicos, cujo o nome será Regininha, em homenagem à garota.

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