Com características geográficas díspares - verdes vales, rios, montanhas e bosques - e um rico passado histórico, o País Basco faz parte de uma região conhecida como Espanha Verde. Grande parte do território, de mais de 7 mil quilômetros quadrados é banhado pelo mar Cantábrico. O lugar é de uma beleza surpreendente. Relíquias pré-históricas sobrevivem à modernidade, o povo é alegre e a culinária deliciosa.
A região foi colonizada, a princípio, pelos romanos. Por sua posição estratégica, ligação natural entre a península e o continente, o País Basco foi cobiçado por vários povos. Em 1979, tornou-se independente com a aprovação do Estatuto de Autonomia. Hoje é uma das 17 Comunidades Autônomas do Estado Espanhol, com parlamento e governo independentes, dividida em três províncias - Alava, Vizcaya e Gipúzkoa. Tem um idioma próprio, o euskera, cujas origens ainda são desconhecidas.
O mesmo acontece com a música basca, tocada especialmente por instrumentos como o txistu e o tamboril. As danças mais praticadas são a kaxarranka e a espatadantxa. Os nomes podem parecer estranhos, mas o espetáculo é bem bonito.
No País Basco, ou Euskadi, a temperatura média anual é de 13,8 graus, com mínima de 9,2 graus. O turismo e a indústria são as principais fontes geradoras da economia do país. Liderando o ranking dos visitantes, estão os portugueses e franceses - favorecidos pela localização geográfica.
Os bertsolaris (que conhecemos no Brasil como repentistas) representam parte da tradição basca. O mesmo acontece com as práticas esportivas, a preferência é dada às modalidades que exigem o esforço físico. Um exemplo é o levantamento de pedras (o harriketa), que chegam a pesar mais de 300 quilos. E no verão a predileção é pelas regatas, entre outros esportes náuticos.

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