Região é rica em ecossistemas
ReproduçãoNa encosta da serraAlém das cavernas, a exuberância verde da Mata Atlântica se mescla aos rios e cachoeiras
O Parque Estadual e Turístico do Alto Ribeira, considerado pela Unesco, em 1991, uma zona da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, tem três núcleos de visitação: o de Santana, com várias cavernas, cachoeiras e trilhas na mata; o Caboclos, com mirantes e mais cavernas de formações interessantes; e, ainda, o Núcleo Ouro Grosso, junto ao Bairro da Serra, onde se encontra a maior parte dos alojamentos e restaurantes e, também, corre livre o Rio Bethary.
Quem vai ao Petar não pode deixar de conhecer, às margens do Rio Ribeira de Iguape, a pequena e simpática cidade de Iporanga, tombada pelo Patrimônio Histórico, com antigas casas de taipa e calçadas de pedra. A Igreja Matriz, de 1840, merece suas preces; o Museu de Iporanga, a sua visita; e a Fábrica Cultural, o seu pé de valsa para os bailes que embalam a cidade nos fins de semana.
A paisagem do Petar se une ao Parque Intervales, ao Parque Carlos Botelho, à APA (Área de Proteção Ambiental) da Serra do Mar e à porção norte do Parque Jacupiranga, formando, assim, o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil. Isso não é só uma visão cartográfica ao vivo e em cores. É igualmente bonito e impressionante.
A Trilha da Figueira, ao lado no Núcleo Ouro Grosso, é cheia de bromélias, samambaias, cipós e árvores muito altas e frondosas. As raízes da figueira são tão grandes que dá para entrar dentro delas como se fosse uma pequena caverna.
Devido às diferentes altitudes na região - de 80 metros a 1.200 metros - a diversidade de ecossistemas é muito rica. Na parte alta do Petar há campos de araucárias, bem diferente da encosta da serra, onde prolifera a exuberância verde da Mata Atlântica, além de rios, cachoeiras e cavernas.
Sobrevivem também no parque muitas espécies ameaçadas de extinção, como onça-pintada, onça-parda, jacutinga, lontra, anta e mais de 300 espécies de aves. Como no Petar ainda reina a máxima cada macaco no seu galho, lá também é encontrado o mono-carvoeiro, o maior símio da América.
Mas não pense que esses animais ficam à espera do visitante para dar as caras. Eles, aliás, só sobrevivem porque ficam escondidos. O que se pode enxergar são os sítios arqueológicos, dentro e fora das cavernas, vestígios de populações indígenas que viveram na região há mais de 3 mil anos, como os sambaquis, que são amontoados de conchas fluviais.





