Regata movimenta São Sebastião
DivulgaçãoSão Sebastião será a segunda cidade brasileira a receber a Withbread, que passou pelo Rio de Janeiro em 73/74Os 42 mil habitantes do pequeno município de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, a 200 quilômetros da capital, estão em polvorosa por causa da Withbread. A expectativa do prefeito João Augusto Siqueira é de que a regata sirva de trampolim para o desenvolvimento do município, cuja principal fonte de renda é o turismo.
As exigências para receber os barcos e tripulações obrigou a obras para adaptação do porto - a idéia inicial era construir uma marina, mas o projeto tornou-se inviável pelo alto custo e pouco tempo - e aprimoramento da rede hoteleira. A coincidência da chegada dos veleiros com o carnaval superlota ainda mais a cidade. Há muitas opções de hospedagem em locais próximos, como Ilhabela ou as dezenas de praias de São Sebastião, alivia o prefeito.
Comerciantes e hoteleiros estão empenhados em atrair uma população capaz de alavancar o potencial turístico e comercial da região, graças à regata. Hotéis, pousadas, restaurantes e lojas já estão aprimorando seus serviços e infraestrutura, para atender melhor os turistas. O acesso de balsa a Ilhabela já foi melhorado. O porto receberá dragagem. O aterro da Rua da Praia será reurbanizado, cita o prefeito. São obras das quais o município vai usufruir mesmo depois que os barcos forem embora, completa.
Além da dragagem, que vai aumentar de 2,5 metros para 4,5 metros a profundidade, garantindo a aproximação dos veleiros (cuja quilha tem quase quatro metros), a bacia interna do porto vai ter um cais flutuante onde os barcos ficarão atracados, permitindo que o público os veja a uma certa distância. Segundo o gerente do porto, Ernesto Cardoso, as obras - primeira reforma do porto em 50 anos - vão consumir R$ 5 milhões.
Um race village com 8 mil metros quadrados (dos quais metade é de área construída) vai abrigar 50 estandes de patrocinadores e outras empresas. No local também vai funcionar um cyber café, com 16 computadores plugados na Internet - que permitirão inclusive acompanhar o passo a passo da regata até o momento, no site www.withbread.org. O investimento total (privado) é de cerca de R$ 500 mil, segundo Cacau Peters, diretor da Bravo (Brasil Veleiros Offshore), que está montando o race village e vai ter uma participação no lucro dos expositores. Não será cobrado ingresso do público.
Peters é também um os responsáveis pela campanha para que a regata escolhesse um porto brasileiro como local de parada. Nas últimas edições, Punta del Este, no Uruguai, e Mar del Plata, na Argentina, vinham sediando a etapa sulamericana. O Rio de Janeiro foi a única cidade brasileira a receber a Withbread, em 73/74.
Durante os 20 dias de permanência dos barcos em São Sebastião, o policiamento receberá reforço e chegará a 440 homens. No race village, o sistema de telefonia vai garantir 300 novas linhas e 150 orelhões.
A Withbread vai ser a redenção econômica de São Sebastião, acredita o prefeito Siqueira. Uma das vitórias mais comemoradas é a implantação definitiva de uma UTI completa no hospital da cidade (bancada pelo Governo de São Paulo). Na área do race village vai funcionar um posto de saúde mantido pelo Hospital Albert Einstein, para atendimento exclusivo aos velejadores e suas equipes em terra.





