Refúgios ecológicos são boas opções
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domingo, 05 de abril de 1998
Cleide Cavalcante Agência Estado 
DivulgaçãoTuristas vivem dia de peão, tocando gado, no Refúgio Ecológico CaimanQuatro feriados prolongados - Sexta-feira da Paixão (dia 10 de abril), Tiradentes (terça, 21), 1º de Maio (sexta) e Corpus Christi (segunda, 11/5) - são uma boa oportunidade para os turistas programarem passeios pelo País. Os refúgios ecológicos, como os parques nacionais do Itatiaia e da Serra dos Órgãos (Teresópolis) ou o Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal, são boas sugestões.
O Parque Nacional do Itatiaia recebe, em média, 150 mil visitantes por ano e promoveu recentemente algumas melhorias com recursos provenientes do Programa Nacional do Meio Ambiente. Criado por Getúlio Vargas em 1937, é o primeiro parque nacional do Brasil e abriga o herbário do Museu Regional da Fauna e da Flora. Outras atrações da região são o pico Itatiaiaçu, nas Agulhas Negras, com 2.787 metros, e a Serra da Maromba, com 2.607 metros.
O parque da Serra dos Órgãos, em Teresópolis, reativou o Museu Von Martius e tem entre suas atrações o Benetrem, a saída encontrada para se evitar a poluição da fumaça dos carros que estacionavam principalmente durante a alta temporada (julho e de dezembro a março). Nos fins de semana, o trenzinho leva os turistas pelo trecho de três quilômetros até à Barragem - onde se concentra a maioria dos visitantes -, mas as belas paisagens também sugerem uma boa caminhada.
A própria cidade fluminense de Teresópolis tem boas atrações turísticas e recebe, em média, 120 mil visitantes por ano. Os praticantes do montanhismo não podem deixar de conhecer a Pedra do Sino, a 2.263 metros, na Serra dos Órgãos.
No Pantanal, a sede de uma antiga fazenda da família Klabin, a 36 quilômetros de Miranda e a 260 km de Campo Grande (capital do Mato Grosso do Sul) deu lugar ao Refúgio Caiman, um investimento de mais de dois milhões de reais dotado de quatro pequenas pousadas com quartos confortáveis, energia elétrica e boa infra-estrutura num ambiente natural.
O proprietário, Roberto Klabin, inspirou-se no que viu durante sua viagem pelas reservas florestais da África do Sul, Zimbábue, Quênia, Botsuana e Costa Rica e contratou guias bilíngues para orientar os visitantes. O Refúgio Caiman está localizado numa das regiões mais bonitas do Pantanal, entre a mata do Cerrado. Seus 53 mil hectares são habitados por tamanduás, lobos, quatis, veados, macacos, tatus, jacarés, garças e espécies em extinção - entre elas a onça pintada e a arara azul.
A presença de guias bilíngues se justifica pela presença constante de turistas estrangeiros. No ano passado, por exemplo, 45% dos 2,5 mil visitantes eram brasileiros e os demais vieram dos Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Inglaterra e Holanda, entre outros países. Há quatro opções de passeio - a cavalo, de barco, a pé ou de caminhão - e a companhia dos guias é importante para se conhecer os mais variados aspectos da flora e da fauna locais.
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