Na Rodovia do Calcário, uma reta de 50 quilômetros que liga as cidades de Aquidauana e Bodoquena, no interior de Mato Grosso do Sul, algumas fazendas agropecuárias começam a dar lugar a pequenos pesqueiros e campings. Tudo ainda muito rústico e despretensioso, mas um forte sinal de que o ecoturismo vai de vento em popa no Estado, a exemplo dos já consagrados destinos de Bonito e Miranda.
Seguindo adiante, o pequeno e desconhecido município de Bodoquena, a 250 km de Campo Grande, guarda um local que exibe toda a exuberância natural da região temperada com uma bela dose de luxo: o novíssimo Hotel-Fazenda do Betione. Além de ter o privilégio de reunir 41 quedas d’água ao longo do rio que corta seu terreno, ele dispõe de instalações para lá de confortáveis.
A atmosfera é de um hotel-fazenda, com ovelhas e muito gado no pasto. Mas a estrutura é inspirada em uma aldeia indígena. Assim como numa tribo, a sede fica no centro de tudo, e em volta dela estão situados os 16 chalés, construídos em semicírculo, como se fossem ocas. As cores usadas na pintura do hotel – tons pastel – são as mesmas que os índios kadiuweus, tribo local, usam para colorir suas peças de cerâmica, um dos artesanatos mais bonitos daquelas paragens.
O lugar é muito arejado e charmoso, desde a recepção, avarandada e cheia de redes, passando pela biblioteca, o bar da piscina e o Restaurante Morada das Flores, que serve culinária regional brasileira com um toque de sofisticação. Nos apartamentos, de pé direito altíssimo, camas king size, telefone, uma ducha generosa, ar-condicionado, ventilador de teto, tevê via satélite, frigobar e cofre.
Mas isso tudo é apenas um detalhe. O maior atrativo do lugar é, sem dúvida, o punhado de cachoeiras situadas nos domínios do hotel e as atividades como caminhadas e cavalgadas.

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