O prédio do Museu Ferroviário está localizado desde 1985 no antigo local onde foi erguida a primeira estação ferroviária de Curitiba em 1893. Há dois anos foi totalmente reformado, com mudança das instalações hidráulica e elétrica, recuperação do teto e peças de madeira e das paredes que estavam em situação precária, com inúmeras rachaduras. As obras duraram aproximadamente um ano e meio e custaram cerca de R$ 1,2 milhão.
Paralelo à reforma do prédio, o acervo foi restaurado, selecionado e catalogado pelo pesquisador ferroviário Carlos Augusto. Fazem parte da exposição permanente do acervo cerca de 500 peças e equipamentos como relógios, telefones, aparelhos de código morse, luminárias, painéis e mobiliário antigo. Além disso, há uma ‘‘Maria Fumaça’’ - construída em 1888 na Inglaterra - e uma bica d’água que abastecia as antigas locomotivas a vapor.
‘‘Fomos recuperar peças que estavam abandonadas nos depósitos da Rede Ferroviária em Ponta Grossa e Jacarezinho (PR) e em Mafra (SC). Um trabalho que demorou quase dois anos, mas que valeu a pena’’, reconhece Augusto. Segundo ele, o museu vai mostrar novamente toda a história da ferrovia no Paraná. Além das peças e equipamentos, estão à disposição do público maquetes que mostram as obras de construção da centenária ferrovia Curitiba-Paranaguá e réplicas dos antigos vagões de carga.

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