REFORMA - UEL quer soluções para o Ouro Verde
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quarta-feira, 19 de novembro de 2003
Jackeline Seglin<br> Reportagem Local 
A equipe responsável pela vistoria técnica do Cine-Teatro Ouro Verde acaba de entregar ao Governo do Estado o relatório de pendências da reforma do espaço, realizada no ano passado através do projeto Velho Cinema Novo, na gestão de Jaime Lerner. A reabertura do espaço aconteceu em dezembro, porém, sem as condições apropriadas. Logo foram detectados os primeiros problemas, como o sistema de ar condicionado, que não funciona. ®MDNM¯
Em julho, o diretor da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Kennedy Piau Ferreira, solicitou à Prefeitura do Campus a formação de um grupo de arquitetos e engenheiros para realizar uma vistoria técnica no espaço. O resultado apontaria se o Ouro Verde estaria em condições de ser oficialmente recebido pela UEL. Dessa equipe fizeram parte os engenheiros Airton Nozawa, José Maurício Leme, Francisco Morato e pelo arquiteto Antonio Carlos Braga.
Piau informou que o programa Paranacidade, do Governo do Estado, solicitou o relatório para tomar providências. ''Nós repassamos o prédio para a reforma no ano passado, mas ainda não o recebemos de volta oficialmente. Existe um conjunto enorme de pendências. Só que não dá para fechar o Ouro Verde porque a demanda é grande'', disse Piau, que acredita que o problema possa ser resolvido pelo Governo. Uma idéia, segundo o diretor, é tentar encontrar uma solução em conjunto com as empresas que realizaram a reforma.
Antes de iniciar a vistoria, em agosto, a equipe solicitou ao Paranacidade cópias de documentos, desde o edital do processo licitatório até cópias de arquivos dos projetos arquitetônico e de engenharia e planilhas dos serviços executados.
O relatório traz inúmeras irregularidades técnicas como a não apresentação dos projetos executivos aprovados pelas concessionárias habilitadas e executivas, pontuadas em 16 ítens, que vão da fachada às instalações elétricas.
Entre os problemas detectados, segundo o relatório, pode-se notar que nos camarins as divisórias estão soltas e sem travamento®MDBO¯ ®MDNM¯e as portas estão se soltando. No auditório, o piso em taco exala mau cheiro devido ao tipo de madeira utilizada o que vem causando grande desconforto e reclamação por parte do público e dos artistas. Algumas poltronas estão com o assento solto e as varas de iluminação do palco são presas a uma estrutura metálica somente por um parafuso, não compatível com o peso dos spots.
A lista de pendências é grande. Tem porta emperrada da cabine de projeção, palco ruidoso, escada de acesso à platéia pouco resistente, falta de pastilhas na fachada, fiação solta, infiltrações e vários outros problemas de maior e menor dimensão. A UEL agora aguarda a análise e o parecer do Paranacidade.
O Cine Teatro ficou em reforma durante seis meses. Outro problema decorrente do projeto Velho Cinema Novo é que o Ouro Verde perdeu o cinema. Ficou sem os projetores e, desde então, não há exibição de filmes no local. De acordo com Piau, os dois projetores antigos requerem reparos. Mas o diretor explicou que já foram enviados projetos para a Petrobras e Ancine, com o intuito de criar uma sala de projeção no prédio da Casa de Cultura na Rua Mato Grosso. O Ouro Verde seria utilizado apenas como teatro, o que já vem ocorrendo.


