Reflexões em cena
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de dezembro de 2006
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Um ciclo de seis espetáculos encerra as atividades de 2006 da Fábrica do Teatro do Oprimido em Londrina. As montagens serão apresentadas de hoje ao dia 15 em vários pontos da cidade. As apresentações contam com a parceria da Secretaria Municipal de Assistência Social, que disponibiliza os locais de apresentações nas comunidades, mobiliza o público para assistir as peças e promove discussões e debates sobre os trabalhos levados ao palco.
A Fábrica, criada há dois anos, é formada por vários núcleos de criação. Na programação de hoje, o grupo Ato / Stog se apresenta em dois horários - às 9 e 14 horas - na APAE (Av. Robert Koch nº 11, Vila Operária). Também hoje, o grupo Reviver se apresenta nos mesmos horários nos CRAS/Centros de Referência em Assistência Social) Norte A (Rua dos Pintores nº 73, Conjunto Chefe Newton).
Na quinta-feira dessa semana, o CRAS recebe o grupo Oficina 1, também às 9h e às 14 horas. Na sexta-feira, será a vez do local acolher o grupo Caos & Acaso, às 9 horas. Ainda na sexta, às 17h30, o grupo Oficina 1 sobe ao palco do Centro Cultural Lupércio Luppi (Av. Saul Elkind, nº 790). Fechando a programação, o Laboratório de Teatro do Oprimido Sinta o Drama se apresenta no dia 15, às 14 horas, no Auditório do Centro de Assistência Social (Av. JK, 2.896). Todos os espetáculos têm entrada franca.
A série de peças integra o ''Circuito Teatro do Oprimido'', uma das ações desenvolvidas pela Fábrica através de seu projeto ''Teatro e Transformação Social''. ''As montagens já foram levadas ao público ao longo do ano. A idéia de reapresentá-las partiu da Secretaria de Assistência Social do município com o objetivo de atingir o maior número possível de espectadores. É um mix das atividades desenvolvidas ao longo desta temporada'' - explica Nádia Burk, uma das coordenadoras do grupo.
''Em 2006, tivemos a satisfação de criar um novo grupo de meninas adolescentes no Jardim Santiago, além de ver o grupo Reviver (formado por idosos da Unimed), originalmente coordenado por nós, propor seus próprios projetos e criar uma agenda própria de espetáculos'' - festeja. Nádia acredita que a Fábrica vem atingindo sua finalidades ao discutir temas de interesse coletivo em suas montagens, além de permitir sempre que o público entre em cena e proponha ele mesmo soluções para os conflitos apresentados.
Quem assistiu às suas peças viu temas como ''aumento da AIDS na terceira idade'', ''compra de votos'', ''exploração do trabalho doméstico'' e ''violência policial'' serem abordados no palco.


