Reflexão sobre as tragédias do cotidiano
Quando a dramaturgia do espetáculo estava pronta, a mídia brasileira passou a divulgar várias histórias que traziam a rejeição como temática principal, com elementos sórdidos de mães que abandonam os filhos recém-nascidos. Em uma sincronicidade que veio de encontro ao processo criativo do jornalista Francelino França, ele diz que o tema de rejeição ao novo faz parte da história do homem. ''Por ser um assunto trágico, isso mexe com a emotividade das pessoas e normalmente a imprensa utiliza de elementos para tornar o fato ainda mais sensacionalista'', disse.
Tendo o teatro como espelho da sociedade, França conta que um dos desafios do processo criativo foi conseguir transpor cenicamente as histórias interessantes que iam surgindo na pesquisa para a peça, que vinham de pessoas anônimas de várias classes sociais e idades diferentes.
''Acho que a ficção está em uma fase de transição de como contar a vida, o que acontece com o homem. E o teatro é o lugar onde as pessoas podem refletir com mais profundidade sobre os assuntos que nos rodeiam'', afirmou. (A.P.N.)





