Reedição de obras marca centenário
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quarta-feira, 04 de junho de 2003
Agência Estado 
Para a maioria dos escritores brasileiros, 1922 foi, sobretudo, o ano da Semana de Arte Moderna de São Paulo. Para Pedro Nava, foi também o de uma revolução não estética, graças à ''obtenção da insulina'', ''a abertura de uma nova era para a Medicina e particularmente para a Terapêutica''.
Os dois lados da vida de Pedro Nava, a partir de hoje, estarão expostos no Centro de Estudos Murilo Mendes, na Universidade Federal de Juiz de Fora, cidade em que nasceu. Reunindo objetos que pertenceram ao escritor e médico, a mostra ''Navalha do Tempo'' segue até o dia 30 de agosto.
Também para marcar o centenário de seu nascimento, chegou às livrarias o quinto volume das memórias de Nava, ''Galo-das-Trevas'' (Ateliê/Giordano, 512 págs., R$ 45). Nesse volume, entre outros assuntos, é narrado o início de sua carreira como médico, em 1928. Também é nele que ganha força o alter-ego de Nava, Egon (formada por ego e ene de Nava), e a narração passa da primeira pessoa para a terceira.
Ainda em 2003, os editores prometem a publicação de ''Círio Perfeito'', o sexto volume, e a edição de ''Território de Epidauro'', livro de medicina do escritor mineiro, anterior à sua fase de intensa atividade literária. Para completar, eles trabalham nos fragmentos do sétimo volume das memórias, deixado com cerca de cem páginas quando ele se suicidou, em 1984.


