Redações destacam conquistas e desafios da mulher
Aluna do Ensino Médio vence concurso de redação enfocando o papel da mulher no século XXI
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de julho de 2019
Aluna do Ensino Médio vence concurso de redação enfocando o papel da mulher no século XXI
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
A aluna da 1ª série do Ensino Médio, Mariana Cavalcanti Refosco, teve sua redação premiada durante Mostra Cultural do Colégio Diocesano João Paulo I, de Porecatu. “Com o tema Conquistas e desafios das mulheres ao longo do tempo”, ela desenvolveu sua composição orientada pela professora da instituição Anny Caroline Gonçalves Ramos e deu o seguinte título a seu texto: “O papel da mulher da sociedade contemporânea.”
Em funcionamento desde 1952, a escola recebe alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio – oriundos de Porecatu e Centenário do Sul, Lupianópolis, Florestópolis e Miraselva, todos municípios do interior do Paraná.

A estudante aborda a evolução histórica e cultural latente à imagem feminina, bem como a luta por direitos, reconhecimento no mercado de trabalho e o acúmulo de tarefas que se estende por décadas. De acordo com a diretora da unidade, Dilene Bispo da Silva, trata-se de uma oportunidade de destacar o papel feminino na sociedade atual. “E os obstáculos ainda a serem superados”, reflete. Três redações foram selecionadas, uma de cada série do Ensino Médio, que receberam um certificado de reconhecimento e um vale compras em uma livraria, Mariana Cavalcanti Refosco foi consagrada grande vencedora.
Leia na íntegra a redação de Mariana Cavalcanti Refosco:
O papel da mulher da sociedade contemporânea
Tradicionalmente a cultura familiar determinava que o homem tinha a função de provedor e a mulher pertencia aos afazeres domésticos mais variados. Esse modelo enraizado só foi alterado quando a mulher conquistou participação na vida pública, em especial no mercado de trabalho.
Desde crianças, as meninas são ensinadas a brincar de boneca ou casinha, enquanto os meninos podem utilizar carrinhos, jogos de luta e vários outros brinquedos, o que reforça estereótipos. As famílias criam meninos e meninas de modo diferente determinando o papel de cada um na sociedade. A questão é, por quê? Quando pequenas, as crianças reproduzem aquilo que observam na realidade a qual está inserida. Se, no momento em que ainda estão em formação de personalidade é ensinado esse tipo de padrão, elas crescem com isso na cabeça. Como se fazer o contrário, fosse errado.
Quando adultas, muitas mulheres acabam sobrecarregadas, seja com o trabalho, o serviço doméstico, a criação dos filhos ou então, com o casamento. Quando um filho fica doente ou surge algum problema, a primeira pessoa a ser afetada com isso é a mulher, pois os homens acham mais importante comparecer ao trabalho e se manterem íntegros com o chefe, a ficar em casa. Logo uma mulher que quer construir uma família, mas que também quer ser bem-sucedida no trabalho, não deveria ter que optar entre uma das coisas. A sociedade, não somente homens, compara a mulher a uma máquina capaz de executar todas as tarefas com perfeição, o que na prática não é bem assim.
É possível dizer que a divisão de tarefas faria com que as mulheres tivessem ascensão em seus empregos e também, que não deixassem de manter a figura materna ou mesmo conjugal em casa, porque assim, no âmbito familiar um não trabalha mais que o outro, fazendo com que sobrasse tempo à mulher para realizar diferentes atividades que antes não eram possíveis. De modo que a convivência entre todos fosse maior, não gerando outros tipos de problemas, como traição, violência doméstica, transtornos psicológicos e dependência de medicamentos psiquiátricos.
Novas alternativas precisam ser criadas. A realidade do século XXI, é que ninguém mais precisa se ater ao que era imposto antigamente. A sociedade e os tempos mudaram. É preciso que as pessoas abram a mente e ampliem seus horizontes, vejam as coisas de uma maneira mais prática, que beneficie tanto homens quanto mulheres. Há várias formas da mulher se sentir menos oprimida, como os homens terem mais empatia para com elas, notando a necessidade de uma maior atenção. (Mariana Cavalcanti Refosco/ aluna do Ensino Médio no Colégio Diocesano João Paulo I, em Porecatu)


