Recriando elementos da pintura
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sábado, 09 de junho de 2007
Reportagem Local 
Nem sempre uma imagem num quadro é o que parece, como na vida, a ilusão e realidade se confundem. ''Mémoire de La Nuit'', da companhia de Phillipp Boe, não é diferente, a arte teatral e o ilusionismo se fundem em um território a ser explorado pelo público na estréia da peça hoje, com reapresentações amanhã e terça-feira, às 19 horas, no Teatro Zaqueu de Melo, na programação do 39 Festival Internacional de Londrina (FILO).
A obra do pintor René Magritte (1898-1967), um dos pais do surrealismo, sustenta o espetáculo. Pintor de imagens sólidas, com quadros metafóricos, Magritte não só inspira como também reaparecerá no espetáculo nas telas que serão recriadas em cena.
Com direção de Matthias Ruttimann, a peça repleta de truques e mágicas, transforma alguns objetos que parecem ter vida própria. O ator/manipulador vai despertando histórias, como a do detetive que tenta solucionar um assassinato e começa a imaginar a mente de um criminoso - percorrendo as suas próprias lembranças.
Boe atua e dirige espetáculos desde 1989, dedicando-se a pesquisar formas inovadoras de teatro. Estudou no Centre for Circus Skills and Physical Theatre em Bristol, na Grã-Bretanha; no Laban Centre for Movement and Dance, em Londres, e na Ecolle Philippe Gaulier, na França.
Em 1993, foi co-fundador do Peepolykus, desenvolvendo duas peças de teatro físico, que tiveram boa aceitação da crítica. A partir de 1996, na França, fez turnês com o Cirque Nu, a Compagnie Goudard e Cirque du Tambour.
Na Suíça participou de projetos que incluíam teatro, performance e mise en scéne, conquistando prêmios importantes de teatro europeu pelo caráter inovador do trabalho.


