Record chega à vice-liderança
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terça-feira, 11 de abril de 2006
Débora Miranda<br> Folhapress 
A vice-liderança ainda não é definitiva, mas o alto investimento da Record -que começou o ano convicta de que tinha de subir um posto na briga pela audiência - está dando resultados. Focando em jornalismo, investindo pesado em teledramaturgia e aproveitando a bagunça que está a programação do SBT, a emissora conseguiu deixar sua marca na faixa das 18h à 0h - ficando em segundo lugar no Ibope. Na média geral do dia, porém, o canal de Silvio Santos mantém o posto.
Aproveitando o impulso de A Escrava Isaura, o núcleo de teledramaturgia da Record subiu ladeira acima, disposto a ultrapassar de vez a barreira dos 12 pontos. Cidadão Brasileiro, que dá de cara com Jornal Nacional e Belíssima, vem conquistando médias em torno dos 15 pontos. Prova de Amor é o hit da emissora. Assumiu o horário das 19h com cerca de 12 pontos e vem registrando média de 20. A novela tem uma força intrínseca, formada por vários fatores: locações esplendorosas, elenco estelar e histórias para todas as idades, afirma Tiago Santiago, autor da trama, que de tão prestigiado dentro da emissora ganhou o posto de consultor do núcleo de teledramaturgia.
O plano, agora, é manter o padrão e não deixar a audiência cair. A próxima novela das 19h, Bicho do Mato, terá locações no Pantanal, e a intenção é que mantenha ex-globais nos papéis principais. O mercado está muito concorrido, por isso não divulgamos com quem estamos negociando, diz Hiran Silveira, diretor de teledramaturgia da Record.
Segundo ele, a emissora inaugurará o horário das seis em breve. Já em maio começam as gravações de E Aí?. A idéia é que o banco de atores do canal seja capaz de abastecer cinco tramas ao mesmo tempo: as três que estão no ar e as duas que enquanto isso são produzidas. Como acontece na Globo.
Aliás, a semelhança com a grade de programação da rival carioca, apontam os especialistas, seria a principal responsável pela estratégia bem-sucedida da Record. Resta saber se esses números refletem uma curiosidade do telespectador em ver o que há de novo na TV ou se realmente significam que a Record fidelizou um público, aponta o sociólogo Laurindo Leal Filho, professor da USP.


