Reconstituição histórica em Maringá
Grandiosidade também faz parte da ''A Paixão de Cristo'' encenada por 300 pessoas da Renovação Carismática Católica (RCC), em Maringá. Serão dois dias de apresentação em frente a Catedral Nossa Senhora da Glória. Na quinta-feira, o espetáculo será às 21h30 e, na sexta-feira, o elenco voltará a se apresentar às 20 horas.
Não só a estrutura, que compreende três palcos grandes, com mais de 700 metros, e a participação da Orquestra Filarmônica Cesumar, sob a regência do maestro Davi do Carmo Oliveira, que executará a trilha musical ao vivo, impressionam, mas também o cuidado com a reconstituição histórica dos últimos passos de Jesus.
O diretor do espetáculo Anselmo José ressalta que a ambientação e até mesmo a adaptação dos textos bíblicos contaram com a pesquisa de obras, como o livro do poeta Clemens von Brentano, que escreveu sobre as visões da beata Anne Catherine Emmerich (1774-1824).
A beata descreveu com detalhes, por exemplo, das ruas, praças e casas de Ur, pátria do patriarca Abraão, indicando onde se encontravam as ruínas da cidade. Trinta anos depois, um pesquisador encontrou o lugar. Emmerich teria também descrito as horas da Paixão de Jesus, textos que o ator e diretor Mel Gibson recorreu para filmar o polêmico ''A Paixão de Cristo''.
''A gente teve a preocupação de retratar o mais fiel possível o que aconteceu. Nada melhor do que a tradição cristã e a história para nos ajudar a reconstruir a época de Jesus. Para a criação dos cenários, nós buscamos conhecer como eram as edificações, muralhas, o pretório e o sinédrio, onde Jesus foi julgado. A gente não queria usar cetim amarelo ou vermelho, por exemplo, porque naquela época dificilmente tinham essas cores. Usamos cores cruas e tecidos bem rústicos. Porém, seguimos algumas tradições importantes, como Jesus usando vermelho, que significa o próprio sangue Dele derramado na cruz'', destaca Alselmo.
Com 1h20 de duração, o espetáculo se concentra em alguns aspectos significativos da trajetória de Jesus em direção ao calvário. A expectativa é de que a encenação atraia, nos dois dias, um público superior a 30 mil pessoas.
''Essa é uma história contada e recontada há quase 2 mil anos. Encontramos ilustrações da encenação da Paixão de Cristo no Coliseu, logo que o cristianismo foi adotado. O intuito é aproximar as pessoas do sofrimento e glorificação de Jesus para que os que sofrem se espelhem Nele, acreditando que podem ultrapassar o sofrimento e que, com a glória de Jesus, possam ter esperança de que tudo passa na vida'', conclui Anselmo. (F.L.)
- ''A Paixão de Cristo''
Quando - Quinta-feira, às 21h30, e sexta-feira, às 20h
Onde - Catedral Nossa Senhora da Glória, em Maringá
Quanto - Gratuito





