Reconhecimento ainda não veio
Não há dúvidas de que os tradutores ganharam um pouco mais de reconhecimento nos últimos tempos. Os melhores, como Paulo Henriques Britto, Boris Schnaiderman, Nilson Moulin, Modesto Carone e Leiko Gotoda, passaram a ter seu nome valorizado pela crítica e leitores - uma grande evolução para um mercado editorial que antigamente sequer incluía o nome do tradutor. Mas esse reconhecimento ainda é bastante incipiente, e se restringe a poucos nomes.
A própria mídia muitas vezes se deixa encantar pela importância do autor estrangeiro e se esquece de que há um tradutor por trás da publicação da obra por aqui, deixando até de mencionar seu nome.
Recentemente, algumas editoras tiveram seus nomes envolvidos em um esquema de plágio. Elas teriam reeditado antigas traduções (com uma ou outra palavra substituída) creditando-as a outros supostos tradutores. O caso gerou denúncia à Associação Brasileira de Imprensa por parte do movimento Assinado-Tradutores, com a inclusão de um dossiê e assinatura de 137 profissionais. (A.I.)





