RECONHECIMENTO - SANSEY consagra-se em São Paulo
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Além do frio e calor, as estações do ano também despertam sentimentos, que o Grupo Sansey buscou revelar na coreografia vencedora do grande prêmio do 5º Festival Yosakoi Soran, realizado anteontem no Via Funchal, em São Paulo.
O grupo londrinense que, pela terceira vez conquista a premiação, temperou a arte da dança japonesa com a música composta pelo músico londrinense Marco Tureta, que inclui até o ritmo do baião na composição feita especialmente para a apresentação.
A coreografia londrinense, criada por Mirian Tsuchiya Jerep, Lívia Moriyama e Aline Kashinoki, concorreu com 16 grupos brasileiros, reunindo mais de 700 dançarinos.
Os movimentos buscam representar os sentimentos despertados a cada estação do ano, que no Japão são bem definidas, definindo também os humores da população japonesa.
''O povo japonês tem uma relação importante com as estações. Na dança usamos os leques e tambores japoneses, o taikô'', ressalta a presidente do Grupo Sansey, Mity Shiroma.
Há 10 anos, a dança foi redescoberta no Japão e se transformou num festival que atrai mais de 4.000 dançarinos, divididos em cerca de 400 grupos, que se apresentam para um público que chega a 2 milhões de pessoas.
O Yosakoi Soran é considerado o carnaval japonês ao misturar dois ritmos musicais do Japão, o yosakoi bushi, originário da província de Kouchi, e o soran bushi, que surgiu em Hokkaido.
A arte chegou ao Brasil com Hideaki Iijima, que fundou a rede Soho, ao se encantar com a arte numa visita à terra natal, Hokkaido.
Ao vencer o Grand Prix, com a coreografia, o Sansey recebeu além de um prêmio de R$ 8 mil, um troféu confeccionado por Yutaka Toyota, artista plástico que deve fazer um monumento em homenagem ao centenário da imagração japonesa, em Londrina.
Entre os critérios de julgamento do festival, os grupos tiveram que criar coreografias que obedecessem a mesma base musical, devendo ser, obrigatoriamente, acompanhadas do naruko, um chocalho japonês feito de madeira, e do grito ''soran'' em alguns momentos da apresentação.


