Recital mostra versatilidade do fagote
Uma ótima oportunidade para conhecer as diversas facetas de um instrumento que não soa muito popular na maioria dos ouvidos, o recital ''Venha Conhecer o Fagote'', liderado pela instrumentista americana Janet Grice, demonstra que a sonoridade deste grande tubo de madeira (com cerca de 2,5 metros de comprimento) ultrapassa a sua função dentro das orquestras clássicas, e que seu tom grave pode ser adaptado para os mais diversos gêneros.
Com um som que lembra o de um violoncelo, o fagote é o mais grave dos instrumentos de sopro, e o seu grave é indispensável na maioria das orquestras modernas - que normalmente contam de 2 a 4 fagotistas. Mas sua melodia também pode soar pela música popular, tango e MPB. ''Ele é usado com bastante frequência na música clássica, mas eu gosto de adaptá-lo nas composições de jazz e música popular'', explica Janet, especialista em música brasileira e latino-americana.
Acompanhada de piano, flauta, clarinete, trombone e percussão, Janet Grice executa em seu repertório obras de Astor Piazzolla, Chiquinha Gonzaga, Paquito D'Rivera , Pixinguinha, Maestro Duda e Igor Stravinsky. ''Acho que o instrumento não é muito conhecido porque ele é caro. É difícil de comprar e poucos intrumentistas se dedicam exclusivamente a ele. Mas é um som especial'', completa. Janet também se apresenta dentro da programação do Jazz in Festival, nesta sexta (20), no Bar Valentino (Av. Faria Lima, 486). (R.C.)





