''Aqui pode-se brigar, censurar, mandar cartas de paixão, amizade ou civilidade, ou mesmo notícias, sem nunca ter de sujar os dedos com tinta!''. Este seria, em séculos passados, o ''código dos turcos'', traduzido pelo uso de flores para expressar sentimentos. Assim, cada espécie tinha um significado e um ''recado'' bem elaborado podia transmitir qualquer combinação de sentimentos. Tradição que, diz a lenda, logo chegou à França, onde criou-se uma linguagem formada basicamente por símbolos florais. ''Le Langage des Fleurs'' foi publicado em 1819, e também seduziu poetas da Inglaterra.
Na era vitoriana, esta linguagem ganhou requintes. Além de sentimentos, tanto a maneira como as flores eram oferecidas como a forma como eram recebidas representavam algo. Por exemplo, uma rosa vermelha aberta indicava admiração pela beleza feminina. Mas ofertar um botão com espinhos revelava: ''Temo, porém com esperança''. E se a destinatária respondesse ao galanteio com o botão virado para baixo, queria dizer: ''Não deves temer, nem ter esperança''. No entanto, se a moça arrumasse a flor entre os cabelos, indicava cautela; sobre o coração, significava que o amor era correspondido. O certo, porém, é que as rosas são eternos símbolos do amor.(M.R.)

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