Novela e vida real encontram pontos de encontro. Como ambas poderem mudar o percurso a qualquer momento. Em ''Cheias de Charme'', Miguel Roncato interpreta Samuel, o filho rebelde que não cansa de dar dores de cabeça para a mãe Lígia, de Malu Galli. Mas, segundo o ator, a personalidade do garoto está perto de mudança. Miguel justifica a rebeldia de Samuel por não conhecer o pai e pela ausência da mãe advogada, que costumava passar mais tempo no escritório do que com a família. A trégua dos momentos de rebeldia acontece também devido a uma nova paixão, que já está amolecendo o coração do jovem. ''A Beatriz mexe com ele, mas ela não dá atenção por causa do comportamento infantil. Depois que encontra o pai, ele muda. Em vez da rebelde, deixa aflorar a sensibilidade'', assegura, referindo-se à personagem de Polliana Aleixo.
A busca por um amor, crises familiares e a criação dos filhos são assuntos recorrentes nos folhetins. E todos eles fazem parte do universo de Samuel. Para encarar o papel, o gaúcho de 19 anos buscou inspiração no cinema, ''por ser mais próximo da tevê do que o teatro é''. Os primeiros passos na carreira foram aos 13 anos, em uma peça de teatro em São Paulo. Para começar a carreira na tevê, ele teve de se mudar para o Rio de Janeiro, em 2010, para viver o italianinho Alfredo Mattoli, filho exemplar em ''Passione''. A segunda passagem pelas novelas foi em ''Insensato Coração'', em que deu vida ao homossexual Giovanni. Mas, para ele, o grande desafio é o atual: ''É difícil compor uma personalidade tumultuada como a do Samuel'', maximiza.
Nome Completo: Miguel Roncato.
Nascimento: em 20 de março de 1993.
Atuação inesquecível: ''O personagem Alfredo Mattoli de 'Passione'''.
Interpretação memorável: Leonardo DiCaprio em ''Diário de um Adolescente'', de Scott Kalvert, de 1995.
Ao que gosta de assistir: Novelas e ''Globo Repórter''.
O que falta na televisão: ''Nesse momento, nada. Esses programas novos, como o da Fátima Bernardes e o do Pedro Bial, por exemplo, abrem um leque, porque abordam assuntos que não costumavam ser muito discutidos''.
Ator favorito: Tony Ramos.
Atriz predileta: Fernando Montenegro.
Com quem gostaria de contracenar: Lília Cabral.
Se não fosse ator, o que seria: Diretor.
Melhor trilha sonora de novela: ''Avenida Brasil'', de João Emanuel Carneiro.
Melhor abertura de novela: ''Caminho das Índias'', de Glória Perez, de 2009.
Vilão mais marcante: Flora, de Patrícia Pilar, em ''A Favorita'', de João Emanuel Carneiro, de 2008.
Melhor bordão da tevê: ''Não é brinquedo não'', da personagem Dona Jura, de Solange Couto, em ''O Clone'', de Glória Perez, de 2001.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''A Favorita''.
Que papel gostaria de representar: ''Um vilão marcante e um personagem de época''.
Com quem gostaria de fazer papel romântico: Bruna Marquezine.
Filme: ''Na Natureza Selvagem'', de Sean Penn, de 2008.
Livro de cabeceira: ''Guardião de Memórias'', de Kim Edwards, de 2007.
Autor predileto: O escritor norte-americano Jon Krakauer.
Diretor favorito: Quentin Tarantino.
Vexame: ''No começo de julho fui ao Chile esquiar pela primeira vez. Teve uma hora em que eu peguei muito embalo e não consegui frear. Tinha um paredão de proteção e eu estava indo em direção a ele muito rápido. Não consegui parar e nem desviar. Dei de cara com uma pilastra''.
Um medo: ''De decepções que eu possa vir a ter com as pessoas e comigo mesmo''.
Projeto: ''Quero fazer um filme com muitos efeitos especiais. Também sonho em ir para o Egito e viajar pelo mundo para conhecer os estúdios onde os filmes são feitos''.

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