Mercado de arte
Parece um pregão das antigas bolsas de valores. Mas os homens de preto da foto formam o staff da galeria Christie de Nova York. Esta semana, a galeria promoveu um leilão de arte impressionista. À venda estavam obras criadas pela fina flor do movimento que é um dos mais expressivos na transição do século 19 para o 20. A tela ao fundo - Retrato de Adele Bloch-Bauer II - foi pintada por ninguém menos que Gustave Klint. Há pouco tempo, uma outra Adele de Klint foi vendida por uma cifra astronômica, tornando-se o quadro mais caro do mundo.

Mix de linguagens
A escritora norte-americana Toni Morrisson está exercendo a função de curadora convidada do Museu do Louvre este mês. Para sacudir a poeira, ela fez uma palestra cruzando a História da Arte com o movimento dos rappers dos subúrbios de Paris. Uma verdadeira aula de contemporaneidade.

Linda e solta
Ser drag-queen exige uma verdadeiro trabalho de 'montagem'. E a drag israelense Tabula Bonet chamou um maquiador para transformar-se numa figura exuberante. É que ela participou, na quarta-feira, de um evento no estádio da Universidade Hebraica de Givat Ram que reuniu 2 mil gays e simpatizantes. O número de policiais, para garantir a paz na festa, extrapolou o de manifestantes: foram chamados 3 mil soldados para manter a ordem. Tanta precaução era para evitar possíveis ataques do grupo ortodoxo Jewishua que não tolera gays. Como se sabe, o preconceito está longe de ser coisa do passado.

Arte engajada
Na trilha de Andy Warholl, a artista libanesa Zeina Khalil criou uma tela com o retrato de Hassa Nasrallah, líder do Hezbollah no Líbano. A mostra de arte em Beirute, que conta com participação de quatro artistas, traz obras de multimídia. Nasrallah transformou-se assim numa figura pop. Zeina justificou a escolha afirmando que o líder é realmente um fenômeno internacional, na defesa de sua causa política. Se ídolos como James Dean serviram à pop art, por que não ele, não é mesmo?

Célia Musilli

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