Sopro de modernidade
Ela adorava retratar mulheres com pescoços longos, sempre muito lânguidas e sensuais. Amadeo Modigliani pintou Jeanne Hebuterne, em óleo sobre tela, em 1919. Esta tela e mais 99 obras do pintor italiano estão expostas na Phillips Galery em Wasgington (EUA), até 29 de maio. A exposição também inclui nus e esculturas que mostram como sopravam os ventos da modernidade sobre a arte do início do século 20.
Preste atenção para ver direitinho os pés da modelo enfiados em belos sapatos coloridos, mostrados num desfile de Milão. À primeira vista, podem lembrar tatuagens tribais ou uma obra de arte que entrou, passo a passo, para roubar a tela.
Redonda como a Terra

Mães e bebês ficam extasiados diante da escultura da mulher grávida, criada pelo artista Ron Wreck e exposta na National Gallery de Victória, na Austrália. Feita em fibra de vidro e com rosto de silicone, a Mãe Terra é perfeita e deve provocar nos bêbes uma pergunta secreta: ''Viemos dessa redondeza?''

Luz do fogo
Ainda dentro das comerações do Ano Novo do Calendário Lunar, as ruas de Seul se enchem de festa e um garoto brinca com um círculo de fogo, artifício comum nas comemorações. Na festa, dedicada à primeira lua cheia de 2005, paradoxalmente o fogo remete ao sol e faz parte de um ritual em que as coisas ruins são queimadas para dar lugar às coisas boas. Uma crença que atravessa os séculos.

Célia Musilli

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