Beleza escandalosa
  Um Klimt é um Klimt, mesmo na reprodução da tela ‘‘Medicina’’ exposta na Galeria Schirn de Frankfurt, na Alemanha. A mostra antecede uma coletiva que vai juntar obras do austríaco - considerado um expoente da art noveau - com as de outros mestres e vai se chamar ‘‘Klimt, Schiele, Kokosha e outros escândalos’’. Realmente, a criatividade desses artistas foi escandalosa no século 20, nascido sob o signo da modernidade.


Inspiração terrorista
  Nos caminhos tortuosos da arte contemporânea tudo é possível. Em Berlim, uma exposição reúne obras inspiradas nas ações do grupo terrorista Baader Meinhof, também conhecido, nos anos 70, como RAF - Fração do Exército Vermelho. Fundado por uma neta do filósofo Friedrich Hegel, Gudrum Ensslin, e por Andreas Baader, o grupo inspirou outras obras como a música ‘‘Baader Meinhof Blues’’ gravada pela Legião Urbana. Com letra de Renato Russo, a canção diz: ‘‘A violência é tão fascinante e nossas vidas tão normais...’’ Questão de gosto ou de opção.


Fantasias do bem
  Se em Berlim o terrorismo inspira a arte, no Rio as sereais inspiram o Carnaval, pelo menos no carro alegórico da Imperatriz Leopoldinense que ontem recebia os últimos retoques. A folia já atrai para o Brasil turistas de vários países que pagam caro para ouvir, no meio da batucada, a sereia cantar. Neste caso, a fantasia é do bem.


Uma pintura
  Tênis também é arte no flagrante do francês Jerome Prevost que acaba de receber o prêmio de melhor foto do esporte de 2004. O registro mostra o tenista australiano Lleyton Hewitt numa etapa de um torneio mundial em Nova York. Luz e sombra se juntam num mágico contraste. Momento único capturado na foto merecidamente premiada.


Célia Musilli

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