Em boa companhia

Em comum, além de serem cubanos, eles tinham o hábito de fumar charuto. Fidel Castro e o cantor Compay Segundo aparecem juntos nesta foto de fevereiro de 2001, feita no Tropicana Night Club, em Havana. No palco, o ''comandante'' deve ter ''tomado'' o microfone, ele adora falar. Mas quem cantava mesmo era Compay, o crooner da era de ouro da música cubana que morreu no último dia 13. Compay Segundo, ao contrário de outros artistas da ilha, conviveu com o regime de Fidel e morreu no seu país de origem, onde foi enterrado em Santiago de Cuba. Aos 95 anos, era considerado um verdadeiro mito e reconhecido em todo mundo. Além de cantar e viver com o charutão entre os dedos, adorava contar bravatas sexuais.

Arte e 'azúcar'

Outro mito da música cubana, Celia Cruz, morreu esta semana. A ''rainha da salsa'', como era chamada, não gostava de Fidel e nem tinha medo de dizer o que pensava sobre o comunismo da ilha. Embora de ''mal'' com o regime, não esquecia de enaltecer sua cultura de origem e gritava ''Azúcar!''- o principal produto cubano - na abertura dos shows que levantavam qualquer público. Talentosa e espalhafatosa, ele ganhou muitos prêmios, como o Grammy que aparece na foto. Era reverenciava em todo mundo e, junto com Compay Segundo, deve agora incendiar o paraíso.

Direto ao coração

Enquanto alguns mitos se vão, outros continuam a encantar platéias. A cantora cabo-verdeana, Cesaria Evora, apresentou-se esta semana no Festival de Mountalban, na França. A cantora gravou neste mesmo país o primeiro CD ''A diva de pés descalços'', em 1988. Depois ganhou o mundo, chegando a ser comparada pelos críticos à deusa Billie Holliday. Em 1994, Caetano Veloso foi seu ''cicerone'' no Brasil, onde ela tem inúmeros fãs. Tudo o que se pode dizer é que sua voz, envolvente, aquece os ouvidos e o coração.

Areia viva

Um escultor de areia capricha nos detalhes da obra que reproduz 70 rostos de aborígenes. Sua criação está sendo mostrada no Travemuende Sand World Festival que acontece na Alemanha e que, este ano, tem como tema ''As Maravilhas do Mundo Antigo''.
Célia Musilli

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