Virou coisa do passado dizer que ‘‘uma imagem vale por mil palavras’’. O uso excessivo da citação levou-a ao desgaste, mas de modo algum atingiu a veracidade latente - até segunda ordem, uma imagem vale por mil palavras. Um bom exercício para se conhecer esse discurso feito de registros do dia-a-dia, estará a partir de hoje, no Museu da Imagem e do Som. Às 19 horas abre a 13ª Mostra de Fotojornalismo.
Promovida pela Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Paraná, em parceria com o MIS, a exposição com 60 fotos medindo 30x40 cm, ficará naquele espaço até 15 de janeiro. Os flagrantes mais inusitados, singelos e violentos captados pelos profissionais da imprensa, ganham nova dimensão fora do espaço, na maioria das vezes restrito, do jornal.
O leitor raramente vê a foto que acompanha a notícia como um produto em si. Está sempre a favor do texto, então esta serve apenas como mera ilustração. É muito raro o olhar com a devida atenção para os trabalhos que reproduzem as cenas que valem por mil palavras. O encontro da Arfoc tem também esse objetivo: o de ressaltar a beleza artística que há nesses registros.
Ao lado, flagrante de trabalho coletivo feito por Luciane Motta. Acima, a realidade dura em foto de Luiz Augusto SilvaAssinam as fotos: Nani Góis, Orlando Kissner, Ricardo Almeida, Michel Willian dos Santos, Gilson de Abreu, Irany Carlos Magno, Uritides Borges, Dennis Ferreira Netto, Chuniti Kawamura, Pedro Serápio, Alberto Menelchuki, Levis Litz, Átila Alberti, Maria Izabel Lorin, Marco Damasio, Edson Silva, Antonio Costa, Ahirton Sampaio, Joel Rocha, Antonio Augusto Júnior, Rogério Machado, Marcelo Dallegrave, Luciane Motta, Valterci José dos Santos, Maurício Ercolin, Arno Emílio Gertstenberger Júnior, João Bruschz, Aristeu Dias, Marcelo Almeida, Maurílio Chelli, Luiz Augusto Costa.Acima, flagrante do centro da cidade em foto de Edson Silva. Ao lado, o ex-prefeito Rafael Greca flagrado por Nani GóisZeca Corrêa Leite

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