Montego Bay - O movimento rastafari nasceu na Jamaica na década de 1930. Ficou conhecido e ganhou adeptos mundo afora muitos anos depois, especialmente com a música de Bob Marley (1945-1981). Todo mundo associa a Jamaica aos rastas, mas poucos sabem que a religião é minoritária no país. Apenas 5% dos jamaicanos se identificam com ela. Numa população de 3 milhões de pessoas, há algo como 100 mil rastas - a religião predominante na ilha é o protestantismo.
Os adeptos do movimento rastafari acreditam que o último imperador da Etiópia, Hailé Selassié, represente a reencarnação de Jah (Deus). Por sinal, a denominação ''rastafari'' tem origem em Ras (chefe) Tafari Makonnen, o nome de Selassié antes de sua coroação, ocorrida em 1930. A ligação com a Etiópia é tão forte que as cores da bandeira etíope - verde, amarelo e vermelho - são as mesmas adotadas pelo rastafarianismo.
Os rastas não seguem uma doutrina formal e vêem na África a terra prometida, para a qual acreditam voltar. Usam dreadlocks (o penteado característico), são vegetarianos (alguns comem peixe), pregam a paz e o respeito. Não consomem bebidas alcoólicas nem tabaco.
''Os mais ortodoxos preferem viver nas montanhas'', diz o rasta Derek White, de 39 anos. ''Para nós, a ganja (maconha) é sagrada'', afirma. ''Fumar abre nossas mentes e eleva o espírito.'' Mas, apesar de fazer parte do culto rastafari e de ser amplamente consumida, a maconha é proibida no país. (F.V./AE)

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